Terça-feira, 7 de abril de 2026
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Após a equipe do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, dar por encerrada a negociação com o governo golpista, o Tribunal Supremo Eleitoral de Honduras (TSE) começou hoje (26) a fazer uma campanha com carros de som e 16 unidades móveis em diferentes pontos do país para “informar os cidadãos e evitar a abstenção” nas eleições programadas para o dia 29 de novembro.

A votação havia sido agendada antes do golpe de 28 de junho, mas o presidente deposto e aqueles que se opõem à ditadura defendem que as eleições devem ser adiadas. Diante da inflexibilidade de Roberto Micheletti quanto à restituição de Zelaya ao cargo, o argumento utilizado pelos legalistas é o de que as eleições não podem ser convocadas por um governo golpista. Zelaya chegou a afirmar diversas vezes que aqueles que participarem de alguma forma ou reconhecerem os candidatos também devem ser considerados golpistas.

O secretário geral da OEA (Organizaçao de Estados Americanos), José Miguel Insulza, também é contra a realização das eleições pelo atual governo. Ele afirma que o estado de sítio decretado em Honduras é incompatível com a normalização da situação no país e, portanto, com a realização de eleições democráticas.

A partir de hoje, os funcionários do TSE percorrerão a cidade com megafones e, de carro, vão “levar informação casa a casa dos eleitores hondurenhos”, segundo o presidente do TSE, Saúl Escobar.

“Eles irão acompanhados de computadores com todas as informações sobre as eleições, um gerador de energia portátil para dar informações aos cidadãos, e com todo um sistema de auto-falante para poder ser escutado em todos os bairros”, explicou Escobar.

A medida faz parte da campanha eleitoral convocada pelo governo golpista no dia 31 de agosto. O juiz Enrique Ortez Sequeira, do TSE, afirma que com as unidades móveis “está declarada a luta contra a abstenção”, que, segundo ele, é o pior inimigo do processo eleitoral.

Seis partidos políticos estão registrados para concorrer na data marcada: o Liberal, no poder; o Nacional, maior força de oposição; a Democracia Cristã; o Inovação e Unidade-Social Democrata; e o Unificação Democrática, de esquerda, e o partido independente do sindicalista Carlos H. Reyes.

Golpistas tentam convencer hondurenhos a votar nas eleições de novembro

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