Domingo, 5 de abril de 2026
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O governo golpista de Honduras protestou hoje (21) contra o Brasil por abrigar o presidente deposto, Manuel Zelaya, em sua embaixada em Tegucigalpa, e o responsabilizou por qualquer ato de violência que possa acontecer perto da sede diplomática.

O Ministério das Relações Exteriores do governo Roberto Micheletti enviou uma nota de protesto à embaixada brasileira, onde Zelaya se encontra após ter retornado ao país.

“É inaceitável para o governo da República a conduta de tolerância ao permitir que, de sua sede, sejam formuladas convocações públicas à insurreição e à mobilização política por parte do senhor José Manuel Zelaya Rosales, foragido da Justiça hondurenha”, afirma a carta divulgada pela Chancelaria.

A nota ressalta que “a tolerância e a provocação” são contrárias às normas do direito diplomático, e transformam a embaixada e o governo brasileiro “em responsáveis diretos por atos violentos que possam acontecer ali”.

Toque de recolher

Milhares de seguidores de Zelaya estão nos arredores da embaixada do Brasil para festejar o retorno do líder, enquanto o governo de Micheletti impôs um toque de recolher, com início às 16h e término às 7h de terça-feira (19h e 10h em Brasília).

Em um breve comunicado, anunciado em nível nacional por rádio e televisão, o governo Micheletti indicou que a medida é “devido a eventos ocorridos nas últimas horas”, com o objetivo de “proteger a tranquilidade, a vida e os bens das pessoas”.

Desde o golpe de Estado, o governo golpista manteve um toque de recolher que vigorou até meados de agosto passado.

Golpistas responsabilizam Brasil por eventual violência em Honduras

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