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O governo golpista de Honduras fechou os quatro aeroportos internacionais do país e estendeu o toque de recolher até às 18h (21h em Brasília) de hoje (22), em movimentação após o retorno do presidente deposto, Manuel Zelaya, que permanece abrigado na embaixada brasileira em Tegucigalpa. Ainda nesta terça-feira, Zelaya deve receber a visita do o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza.

Pouco antes do fechamento dos aeroportos, Zelaya disse que ninguém voltará a tirá-lo de seu país, e que as palavras de ordem após seu retorno continuam sendo “pátria, restituição ou morte”. Por sua vez, o golpista Roberto Micheletti pediu ao Brasil que entregue Zelaya. “Pedimos que o Brasil respeite a ordem judicial contra o senhor Zelaya e o entregue às autoridades competentes de Honduras”, afirmou Micheletti em mensagem televisionada.

O presidente deposto indicou que retornou ao país para buscar uma solução à crise através do diálogo e anunciou que começará a organizar grupos de trabalho com os setores populares e da oposição política que condenam o golpe de Estado, perpetrado dia 28 de junho.

Milhares de seguidores de Zelaya que se colocaram frente à embaixada do Brasil não acataram o toque de recolher e permanecem ali seguindo instruções do presidente deposto. 

Gustavo Amador/EFE (21/09/2009)

 

EUA e UE

O porta-voz do departamento de Estado dos Estados Unidos, Ian Kelly, pediu calma a ambos os lados da disputa política. “Creio que no momento tudo que se pode dizer é reiterar nosso pedido diário para que ambas as partes desistam de ações que tenham um desenlace violento”, disse.

A secretária de Estado, Hillary Clinton, e o presidente costarriquenho, Oscar Arias, disseram esperar que o retorno de Zelaya ao país possa servir para solucionar a crise política. Em declarações concedidas à imprensa após uma reunião em Nova York, Hillary expressou sua esperança de que “todas as partes voltem à mesa de negociações” após a volta do deposto.

A União Europeia igualmente instou o presidente deposto e Roberto Micheletti a “abster-se de toda ação que possa aumentar a tensão e a violência”. Após o golpe de Estado, o bloco europeu decidiu limitar os contatos com o governo golpista e congelou as ajudas ao orçamento de Honduras, que chegam a 65,5 milhões de euros (95,5 milhões de dólares).

Golpistas em Honduras fecham aeroportos e estendem toque de recolher

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