Sexta-feira, 3 de abril de 2026
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O
golpe de Estado em Honduras gerou atrito entre o presidente da
Colômbia, Álvaro Uribe, e outros participantes da cúpula extraordinária da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), realizada hoje (28), em Bariloche (Argentina).

Uribe disse
no plenário que “há maniqueísmo” em torno do assunto, “com intervenções
seletivas”, comentário pelo qual a presidente argentina, Cristina
Kirchner, pediu esclarecimentos.

“Não pode haver intervencionismos maus ou bons. Todos
são graves e a Colômbia está ameaçada por um intervencionismo
político”, respondeu Uribe.

Em seu discurso, Cristina considerou que “o de Honduras
não é um fato menor” quando “se vê que sequestraram” o presidente
constitucional Manuel Zelaya, no dia 28 de junho, e “o aterrissaram” na
base norte-americana de Palmerola, em Honduras, para levarem-no depois
à Costa Rica.

Cristina afirmou que o governo de Roberto Micheletti
“maltratou” de forma “ostensiva” a missão da Organização dos Estados
Americanos (OEA) e “rejeita” o “acordo da Costa Rica” e a mediação do
presidente Oscar Arias, de quem destacou a imparcialidade.

Já o equatoriano Rafael Correa, presidente temporário
da Unasul, concordou com a necessidade de tomar “medidas um pouco mais
contundentes para tentar que a democracia retorne a Honduras”.

Por sua parte, a chilena Michelle Bachelet sugeriu a
Correa que, durante a próxima Assembleia Geral das Nações Unidas,
convoque os presidentes da Unasul “para ver o que mais se pode fazer
sobre Honduras”.

Golpe em Honduras causa atrito entre Uribe e outros presidentes na Unasul

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