Sexta-feira, 19 de junho de 2026
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O ex-chefe do Terceiro Corpo do exército argentino, Luciano Benjamín Menéndez, foi condenado nesta quarta-feira (23/3) a mais uma prisão perpétua por crimes cometidos durante a ditadura civil-militar do país (1976-1983), que deixou um saldo estimado de 30 mil mortos e desaparecidos.

Desta vez, o ex-general, que já acumulava cinco penas similares, foi condenado pelo assassinato de cinco integrantes dos Montoneros, organização de resistência ao regime militar. A pena por “homicídios agravados e violação de domicílio” foi sentenciada pelo Tribunal Oral Federal da província de Tucumán, a menor do país, localizada no norte argentino.

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assume culpa por crimes na ditadura argentina

O ex-general foi declarado culpado, ao lado de Roberto Albornoz, então chefe do Serviço de Informação Confidencial (SIC) da polícia provincial, pelo fuzilamento dos jovens após uma invasão efetuada pelos dois órgãos, à casa de uma das vítimas assassinadas. Três dos corpos foram enterrados em fossas comuns de um cemitério local.

Os réus deverão cumprir pena em penitenciárias comuns, sem o benefício de prisão domiciliar, condição na qual já se encontrava o ex-general, devido às suas cinco sentenças similares, três ditadas por tribunais da província de Córdoba e duas por tribunais de Tucumán.

Menéndez, hoje com 83 anos, foi o comandante máximo das atividades do exército em dez províncias argentinas, durante o período de repressão, fato pelo qual acumula, além de sentenças perpétuas, numerosas acusações por violações aos Direitos Humanos durante a ditadura do país.

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General argentino é condenado pela sexta vez à prisão perpétua por crimes da ditadura

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