García faz primeira visita ao Chile após processo em Haia
García faz primeira visita ao Chile após processo em Haia
O presidente do Peru, Alan García, iniciou sua primeira visita oficial ao Chile desde que seu governo apresentou, há três anos, uma pedido pela revisão das fronteiras marítimas na Corte Internacional de Justiça, em Haia.
A viagem é uma retribuição de García à visita que o presidente chileno, Sebastián Piñera, fez ao seu país há dois meses, com o objetivo de manter uma relação diplomática “intensa”.
O mandatário peruano reforçou que os dois países mantêm “uma relação bilateral intensa” e que ambos continuarão trabalhando no futuro, apesar da diferença de posições no conflito fronteiriço.
Os dois governos já assinaram acordos para reforçar a relação diplomática, entre eles um ponto relacionado ao trânsito nas divisas e outro sobre a luta contra o narcotráfico. Desta vez, Piñera e García assinarão uma declaração conjunta sobre a colaboração e integração energética e de telecomunicações.
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O ministro das Relações Exteriores do Peru, José Antonio García Belaunde, afirmou que a ida do chefe do Executivo ao país vizinho terá uma “composição de poderes”, pois o presidente estará acompanhado dos titulares do Poder Judiciário do Peru, César San Martín, e do Congresso, César Zumaeta.
Na viagem, que acabará nesta quinta-feira, também está presente uma delegação de empresários, que manterá encontros com seus pares chilenos para avaliar possibilidades de negócios.
Segundo Belaunde, nos últimos anos o Peru tem buscado “mercado para nossos capitais” no exterior, e que parte do crescimento nacional pode ser implementado com “cada vez mais investimentos no Chile, Equador, Colômbia e Brasil”.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores de Santiago, Alfredo Moreno, atestou ontem que seu país quer “avançar em tudo o que os une” a Lima, após indicar que as autoridades esperam García “com muito entusiasmo e vão brindar [a visita] com uma acolhida calorosa”.
“Interessa-nos aprofundar as relações com o Peru, temos muitas coisas em comum que podem ser aproveitadas para benefício mútuo”, acrescento Moreno. Ele descartou que a demanda apresentada pelo Estado vizinho em Haia seja um obstáculo para as conversas diplomáticas.
Desde janeiro de 2008, García não viaja à nação de Piñera em uma visita oficial. Naquela época, o Peru apresentou, na Corte Internacional de Justiça, que fica na cidade holandesa de Haia, seu pedido para redefinir a fronteira marítima sobre o Oceano Pacífico com o Chile, que por sua vez alega não haver nenhuma questão de redefinição limítrofe pendente.
Lima reivindica que a divisão marítima deva se dar a partir de uma linha equidistante das costas dos territórios, e não paralela sobre as águas do oceano, como é atualmente. A atual forma de divisão teria sido definida pelos tratados assinados em 1952 e 1954, com o testemunho do Equador. A nação de García atesta, por sua vez, que a divisão versaria apenas sobre a atividade pesqueira. O processo no tribunal internacional está previsto para encerrar em 2012.
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