Sábado, 16 de maio de 2026
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O presidente do Chile, Gabriel Boric, subiu sua popularidade em oito pontos percentuais após apresentar seu primeiro balanço de gestão. De acordo com a última pesquisa realizada pela empresa Cadem na primeira semana de junho, Boric teria 44% de aprovação popular e 47% de rechaço.

Um salto positivo para o governo que na segunda quinzena de maio possuía 56,8% de reprovação popular de acordo com a pesquisa Pulso Cidadão. Boric é o presidente chileno com o maior salto de aprovação nos primeiros meses de governo desde a gestão de Michelle Bachelet, em 2014.

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O fator decisivo para o recente aumento da popularidade teria sido a primeira “prestação de contas” do governo, realizada na última quarta-feira (01/06), no Congresso. Cerca de 68% dos entrevistados asseguraram que assistiram às declarações do mandatário e 63% avaliaram como muito boas.

Durante seu discurso, Boric anunciou cinco eixos centrais do governo: direitos sociais, melhor democracia, justiça e segurança, meio ambiente e crescimento inclusivo.

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Uma das propostas foi o “Plano Menos Armas, Mais Segurança”, que inclui uma reforma da polícia, os chamados Carabineros, e a proibição total do porte de armas. O chefe de Estado pediu apoio para aprovar novas leis que aumentem a fiscalização contra o tráfico de drogas e de armamento. 

Para sanar a situação de violência no sul do país, que permanece sob intervenção das Forças Armadas, o presidente chileno anunciou uma nova Política Nacional de Zonas Extremas para descentralizar a gestão e “fomentar o desenvolvimento territorial nas zonas extremas do país”, disse.

Sobre esse ponto, assegurou que irá respeitar a autoridade e instituições próprias dos povos indígenas. 

Boric também anunciou um conjunto de 60 medidas para impulsionar a “mudança do caráter do Estado chileno”, entre elas está a lei sobre Mudança Climática, aprovada no Dia Mundial do Meio Ambiente.

Taxa de aprovação da nova Constituição também sobe para 42%, faltando três meses para plebiscito constitucional

Reprodução

Boric prometeu impulsionar a "mudança do caráter do Estado chileno"

Também prevê uma reforma tributária, aumentando impostos sobre patrimônios e grandes fortunas, assim como uma Estratégia Nacional de Integridade Pública, que prevê a regulação do lobby no Congresso para “evitar conflitos de interesse da função pública”.

Prometeu um investimento de US$ 90 milhões em exploração mineira e US$ 86 milhões em inovação e tecnologia para promover o aumento da produtividade numa taxa de 1,5% ao ano, tendo como pilar a criação da Empresa Nacional de Lítio. 

“O mundo necessita do Chile […] temos oportunidades como nunca antes para dar um salto definitivo ao desenvolvimento inclusivo”, disse.

Ainda defendeu a realização de uma reforma da previdência, garantindo uma pensão mínima de 250 mil pesos chilenos (cerca de R$ 1470) a todos aposentados.

Nova constituição

As últimas pesquisas de opinião também apontam uma maior aprovação da nova Constituição, faltando menos de três meses para a realização do plebiscito. Segundo a pesquisa Cadem, 42% dos entrevistados afirmam que pretendem votar pela aprovação da nova Carta Magna, escrita pela Convenção Constitucional. 

Além disso, 50% disse que acredita que vencerá o “aprovo” no plebiscito do dia 4 de setembro, enquanto cerca de 13% dos entrevistados diz que ainda não sabe opinar.

O governo de Boric já discute alternativas para implementar projetos de lei contidos na nova constituição, caso o texto completo não seja referendado pela população chilena.