G20 defende consolidação fiscal adaptada a cada país
G20 defende consolidação fiscal adaptada a cada país
O G20 (grupo dos países mais ricos e principais emergentes) deve fechar um acordo sobre uma política de consolidação fiscal “diferenciada e ajustada às circunstâncias nacionais”, segundo uma cópia da minuta do comunicado que será divulgado ao fim da reunião deste domingo (27/6) em Toronto, no Canadá.
A minuta reflete o compromisso dos “países desenvolvidos” do G20 de reduzir o déficit “pelo menos à metade” até 2013 e de estabilizar ou reduzir a dívida governamental como percentagem do PIB (produto interno bruto) até 2016.
O tema da austeridade fiscal provocou fortes tensões no G20, que até agora tinha dado mostras de uma grande coesão e que agiu em uníssono na hora de lançar medidas de estímulo econômico para sair da crise. Os Estados Unidos e os emergentes (incluindo o Brasil) defendem a manutenção de certas medidas de estímulo, enquanto a Europa considera que é hora da austeridade fiscal.
A minuta do comunicado reflete essa tensão, ao indicar que “o ritmo do ajuste deve ser calibrado cuidadosamente para sustentar a recuperação da demanda privada”, e aplaude, nesse sentido, “os esforços realizados pela China para impulsionar sua demanda interna”.
Equilíbrio delicado
O documento ressalta que existe o risco de que “um ajuste fiscal sincronizado entre várias grandes economias possa afetar de forma adversa a recuperação”. E reitera que “o fracasso na hora de implementar a consolidação onde for necessário minaria a confiança e danificaria o crescimento”. Dado esse delicado equilíbrio, o G20 se inclina para que a medida de redução do déficit para a metade de 2013 afete as economias mais avançadas do grupo.
O comunicado reconhece as “circunstâncias extraordinárias” do Japão e dá boas-vindas ao plano de consolidação fiscal anunciado recentemente pelo país. Os membros do G20 se comprometem também a “reforçar as redes de proteção social” e uma “maior flexibilidade cambial nos países emergentes”.
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