Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Os ministros de finanças e os presidentes dos bancos centrais do grupo formado pelos  países com as 20 economias mais fortes do mundo, o G20, reuniram-se nesta sexta-feira (18/02), em Paris, para um encontro de dois dias.

Em pauta, estão as diferentes propostas para encontrar uma solução para os desequilíbrios globais. Enquanto as grandes economias defendem mais coordenação através de ferramentas de medição precisas, os países emergentes se opõem às regras mundiais sobre fluxo de capitais.

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Entre os principais empecilhos para chegar a conclusões comuns se destaca a pressão feita sobre os países emergentes e a China para reavaliarem suas moedas e colocar fim em seus acúmulos de divisas.

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O grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) também não quer ouvir falar de uma regulação dos preços das matérias-primas, discussão em evidência atualmente pelo encarecimento do petróleo e de alimentos básicos.

Após uma reunião de coordenação entre os ministros destes cinco países, o titular da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, afirmou que “é preciso estimular a oferta”, em particular nos países em desenvolvimento, “não inibir os preços” e combater as subvenções que ainda existem.

Outra polêmica gira em torno da lista de indicadores comparáveis para implementar uma política de coordenação da economia global, objetivo declarado da França.

Os Brics preferem que tais indicadores fiquem em “recomendações”, já que consideram que a causa profunda da persistência dos desequilíbrios globais é que os países desenvolvidos não se recuperaram da crise. Assim, para eles, a melhor solução seria dar estímulos para que saiam dessa situação.

Perante estas diferenças, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, inaugurou o fórum para não esgotar as “discussões intermináveis sobre os indicadores”, e lembrou que o G20, que nasceu em 1999 em plena crise financeira asiática, “só conservará sua legitimidade se for capaz de ser eficaz”.

Reconheceu que, uma vez iniciada a recuperação da crise, “a tentação de dar prioridade aos interesses nacionais é grande”, mas foi claro ao assinalar que isto significaria “a morte do G20”.

Por outra parte, Sarkozy insistiu na defesa de uma taxa “infinitesimal” às transações financeiras internacionais, e se perguntou “se não é razoável que aqueles que tanto contribuíram para a crise ajudem um pouco os que mais sofreram “, uma ideia que considera “à margem de esquerda ou direita, países do norte ou países do sul”.

A abertura do evento foi seguida de um jantar para os ministros e governadores dos bancos centrais.

No sábado, a reunião será encerrada após cinco sessões de trabalho sobre a situação econômica mundial, a reforma do sistema monetário internacional, a regulação financeira, a volatilidade dos preços das matérias-primas e o financiamento do desenvolvimento e da luta contra a mudança climática.

O G20 é composto por ministros e governadores de bancos centrais dos países do G8 (Alemanha, Canadá, EUA, França, Reino Unido, Itália, Japão e Rússia), além de Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México, África do Sul, Turquia e uma representação da União Europeia.

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G20 começa com diferenças sobre o nível de controle econômico

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