Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Os ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais dos integrantes do G20 acordaram neste sábado (19/02), em Paris, criar uma série de indicadores para medir os desequilíbrios financeiros globais, levando em conta as taxas de câmbio.

“Estamos muito satisfeitos com o resultado obtido”, destacou em nome da presidência francesa do G20 a ministra de Economia e Finanças francesa, Christine Lagarde, que destacou a inclusão das taxas de câmbio na referência, apesar de forte oposição da China.

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Christine, em entrevista coletiva, precisou que todos vão levar em consideração políticas econômicas que permitam um crescimento “forte e sustentável”.

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Os indicadores escolhidos são a dívida e o déficit público por uma parte, a economia e o investimento por outro e, por último, a balança comercial e o saldo dos investimentos correntes. Este último par de elementos da balança de conta corrente levará em consideração a taxa de câmbio, a política fiscal e monetária, entre outras, acrescentou a ministra francesa.

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“Todos ganharemos com um crescimento equilibrado” porque com a situação atual “temos certeza que vamos criar outra crise”, explicou, para justificar a pertinência destes indicadores.

Perguntada sobre o que conseguiu desfazer as suspeitas da China, que tinha se manifestado contra a taxa de câmbio, Christine respondeu que essa questão foi objeto de “discussões e negociações” que se prolongaram durante toda a noite de sexta-feira e a manhã de sábado.

O acordo “é equilibrado porque não coloca o acento exclusivamente na taxa de câmbio ou no balanço de pagamentos e não estigmatiza ninguém”.

Além disso, precisou que os indicadores não estabelecem limitações de cumprimento obrigatório. Esse ponto era defendido pelo ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, que afirmou na sexta-feira ser contra estabelecer restrições, apenas recomendações.

Em relação à prioridade da Presidência do G20 de iniciar uma reforma do sistema monetário internacional, o governador do Banco da França, Christian Noyer, afirmou ter constatado que “todo mundo está de acordo que as divisas deve ser conversíveis”.

“Voltaremos a falar em outubro e no final do ano”, concluiu em referência as próximas reuniões do G20. O Grupo dos 20 é formado pelos 19 países economicamente mais fortes do mundo, além da União Europeia.

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G20 acorda criar indicadores para medir desequilíbrios financeiros

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