Terça-feira, 5 de maio de 2026
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O presidente de El Salvador, Mauricio Funes, defendeu nesta segunda-feira (9/8) em São Paulo que a vizinha Honduras seja reintegrada à OEA (Organização dos Estados Americanos) e à comunidade latino-americana, por acreditar que o governo de Porfirio Lobo, eleito sob o regime de exceção em 2009, é legítimo e respeita a democracia.

“Fomos os primeiros a condenar o golpe militar dado em Honduras. Era o retorno da intervenção militar na América Central. Mas fomos também os primeiros a advogar pela reintegração de Honduras à OEA e ao SICA”, disse Funes, em referência ao sistema centro-americano de integração econômica.

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Em entrevista coletiva ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do assessor especial Marco Aurélio Garcia, Funes mencionou o golpe de Estado de junho de 2009 em Honduras e fez críticas à eleição de Lobo, mas voltou a afirmar que é preciso aceitar o país de volta nos órgãos regionais.

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No mês passado, mesmo sob protesto da Nicarágua, o bloco centro-americano aprovou o retorno de Honduras, suspensa após o golpe que tirou o então presidente Manuel Zelaya do cargo.

Funes afirmou que o governo de Porfirio Lobo tem “dívidas pendentes em relação aos direitos humanos e à institucionalidade republicana”.

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Crise sul-americana

Após o encerramento do encontro, Lula disse que está otimista em relação à normalização da relação entre Venezuela e Colômbia. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou hoje que irá encontrar-se amanhã com o novo colega colombiano, Juan Manuel Santos.

“Desejo sorte na reunião de Santos e Chávez que Deus o abençoe e que consiga a paz de que a Colômbia precisa”, afirmou Lula. “Tanto a Colômbia quanto a Venezuela precisam cuidar de restabelecer a harmonia entre os dois Estados. É isto que precisa ser feito em um primeiro momento”.

Ao ser questionado sobre o futuro das Farc no governo de Santos, Lula disse que esta é uma questão que diz respeito apenas a Colômbia. “Brasil, Argentina, outros países, só nos moveremos se a Colômbia pedir. Então não me pergunte como o presidente [Santos] vai agir daqui pra frente”.

Economia

Além das questões políticas da América Latina, os dois presidentes discutiram as relações comerciais entre Brasil e El Salvador. Para Lula, “o Brasil ficará mais feliz” se a economia dos países da região também prosperar.

“É importante exportar para Estados Unidos e Europa, mas esses países têm um limite. Não é possível que El Salvador não produza nada que nos interesse. Imagine se o Brasil importasse 200 milhões de reais de El Salvador”, afirmou o presidente brasileiro.

Mais cedo, o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, afirmara que este é o momento adequado para iniciar as negociações de um tratado de livre comércio entre Sica e Mercosul.

“Sou uma pessoa que defende a integração latino-americana. Espero que o caminho iniciado hoje seja um passo firme na integração”, disse, referindo-se ao anúncio do tratado de livre comércio entre os dois blocos.

Paradigma

Durante a visita oficial de Funes ao Brasil foram assinados seis acordos de cooperação bilateral. Segundo o presidente venezuelano, o objetivo é aprender com o “sucesso brasileiro” no setor empresarial e em áreas sociais.

“A experiência do Brasil deve ser um paradigma para os países da América Central”, afirmou Funes.

Os acordos assinados após a reunião das duas delegaçaões foram com a sede brasileira do Unicef, para proteção de crianças e jovens salvadorenhos; o programa Talentos, que prevê incentivo para mulheres artesãs e ligadas à agricultura familiar; acordo de cooperação em ecoturismo e turismo de aventura; e mais três acordos de cooperação técnica.

Foi prevista também a abertura de uma escola técnica profissionalizante do Senai em El Salvador.





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Funes critica Lobo, mas defende volta de Honduras à OEA

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