Terça-feira, 12 de maio de 2026
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Semanas após divulgar 400 mil documentos relacionados à Guerra do Iraque, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, anunciou nesta quinta-feira (04/11) que sua organização revelará em breve novos arquivos secretos que envolvem os Estados Unidos e outros países.

“Desde abril só publicamos documentos relacionados aos EUA – sobre a guerra no Afeganistão e no Iraque – e isso se deve ao fato de estarmos publicando por ordem de importância, porque temos recursos limitados”, justificou Assange em entrevista coletiva em Genebra.

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“Mas seguiremos publicando ao longo do ano milhares de documentos relacionados com muitos países, incluído os EUA”, afirmou o fundador da Wikileaks, que denunciou ameaças e ataques a sua organização nos últimos meses.

Assange, que está em Genebra para falar sobre os abusos cometidos no Iraque pelos EUA, denunciou a recusa dos EUA de investigar os casos de torturas e abusos cometidos por suas forças no Iraque e Afeganistão e contidos nos documentos revelados pelo site.

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“Os norte-americanos não abriram nem sequer uma investigação sobre os casos denunciados, ao contrário de outros países, como o Reino Unido e Dinamarca, que anunciaram investigações” de alguns casos que os envolvem, lamentou Assange.

“Por outro lado, Washington realiza uma investigação agressiva em nossa organização, com ameaças públicas, e o pedido, que não aceitamos para destruirmos todos os documentos que temos”, assinalou.

Para o fundador do site Wikileaks, que está permanentemente acompanhado por dois guarda-costas, “este tipo de comportamento não é aceitável para a comunidade internacional”.

“Não é do interesse dos EUA investigarem o assunto. Se querem ser vistos como um país crível e respeitoso das leis e dos direitos humanos devem investigar as possíveis violações”, afirmou.

Ao longo deste ano, Wikileaks revelou, em abril, 90 mil documentos secretos sobre a atuação dos EUA na guerra do Afeganistão, e em outubro outros 400 mil sobre a Guerra do Iraque nos quais denuncia a morte de mais de 100 mil iraquianos desde 2003.

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Fundador do Wikileaks anuncia que revelará mais documentos secretos

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