Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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Cerca de 20 mil funcionários públicos chilenos realizaram ontem (24/11) um grande protesto em Santiago, no que se constituiu a primeira e a maior manifestação contra o governo de Sebastián Piñera desde a sua posse, em 11 de março passado.

  

No Chile, servidores públicos não têm direito à negociação coletiva e nem à greve. As marchas realizadas são, portanto, consideradas ações “ilegais”.

  

Segundo dados oficiais divulgados pela polícia, mais de 20 mil pessoas caminharam até a Praça Itália, centro da capital. Os trabalhadores exigem o fim das demissões e dos empregos por contrato e honorário.

  

A Agrupação Nacional de Empregos Fiscais (Anef) declarou que 90% aderiram à mobilização. Já o governo afirmou que, “com sorte, chegaram a 10%”.

  

O titular da Anef, Raúl de la Puente, afirmou ainda que “esta é maior greve de funcionários públicos enfrentada pelo governo de Sebastián Piñera”.

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Também segundo a organização, participaram da manifestação todas as áreas do serviço público, incluindo ministérios, Registro Civil, Impostos Internos, Alfândegas, Colégios Municipais e também hospitais.

  

Por outro lado, o vice-presidente do país e ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, replicou que “os principais serviços públicos estavam mantidos” e qualificou de “infeliz” a paralisação, enfatizando que esta “não está dentro da determinação da lei”.

  

Consultado sobre as recentes demissões em massa, Hinzpeter se limitou a responder que neste ano foram criados “cerca de 300 mil postos de trabalho com salários dignos e essa é a meta mais importante de nosso governo”.

  

O Executivo oferece ao setor um reajuste de 3,7%, o que não é aceito pelos grevistas. A mobilização foi convocada após o fracasso das negociações com os representantes dos ministérios da Fazenda e do trabalho, que deram por suspensos até amanhã os diálogos.

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Funcionários públicos chilenos realizam 1ª manifestação contra atual governo

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