Segunda-feira, 6 de abril de 2026
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O ex-presidente do Peru, Alberto Fujimori, foi condenado hoje (30) a seis anos de prisão por suborno, espionagem telefônica sobre seus opositores e compra de um jornal e uma rede de TV. A sentença foi anunciada logo após a confissão de Fujimori.

Foi a quarta sentença contra o ex-presidente, a maior delas de 25 anos de prisão, imposta em abril, pela morte de 25 pessoas, em matanças cometidas por um esquadrão da morte em seu governo entre 1991 e 1992. Segundo a lei peruana, as sentenças não são cumulativas e cumpre-se apenas a condenação maior.

A corte determinou que Fujimori é culpado por peculato, corrupção ativa e violação dos segredos de comunicações. A pena imposta é de seis anos, além de dois anos em que ele não poderá exercer cargos públicos. Além disso, terá que indenizar o Estado em 3 milhões de sois (1 milhão de dólares).

Fujimori recebeu a sentença aparentemente tranquilo, já que havia aceitado as acusações, fazendo com que o julgamento terminasse de forma antecipada.

Acusações

Os juízes encarregados do julgamento disseram que, no caso da compra de espaços em um canal de TV e no jornal Expresso, “o acusado, fazendo mal uso da mais alta hierarquia, realizou ações ilícitas encaminhadas a conseguir sua reeleição” em 2000.

O dinheiro gasto na ocasião – 2 milhões de dólares – saiu do orçamento das Forças Armadas e foi utilizado com o pleno conhecimento do acusado.

Sobre o caso dos grampos telefônicos, a Justiça afirmou que Fujimori buscava “controlar a atividade política no país”, criando centros de escuta para espionar diversos jornalistas e políticos opositores.

A respeito dos 13 congressistas que receberam propina, o Supremo peruano disse que, ao comprar o vato de parlamentares opositores, Fujimori tentava “obter uma maioria parlamentar a qualquer custo” e “controlar os trabalhos de fiscalização do Congresso”.

Fujimori é condenado por grampo, propina e compra de espaço na mídia

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