Segunda-feira, 6 de abril de 2026
APOIE
Menu

A Frente Nacional contra o golpe de Estado de Honduras planeja voltar hoje (12) a protestar nas ruas para pedir a restituição da democracia e agir contra a suspensão das garantias constitucionais, decretada pelo governo golpista no dia 26 de setembro e que ainda não foram suspensas.

O coordenador geral da Frente, Juan Barahona, afirmou que o objetivo essencial e imediato é a restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya, ponto que definirá o fracasso do governo liderado por Roberto Micheletti. A decisão de se manifestar, apesar da repressão, foi tomada ontem (11), segundo as informações do cubano Prensa Latina.

“Continuaremos nossa luta, que é de classes e pede mudanças profundas, mesmo com os batalhões repressivos que nos agridem, com o Estado de sítio”, gritou Barahona diante de centenas de pessoas que estavam em coro protestando contra o golpe militar do dia 28 de junho e em apoio a Zelaya.

Depois de conquistada a restituição de Zelaya, a resistência mobilizará a população para pedir a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para fazer uma reforma nas leis hondurenhas. A convocação de um referendo feita por Zelaya para definir se haveria ou não uma reforma constitucional foi uma dos pontos que provocou os desentendimentos entre o presidente deposto e seu opositores. No dia em que seria realizada a consulta popular sobre a formação da Assembleia Constituinte, as Forças Armadas, com ordem do poder legislativo, deu o golpe de Estado.

“Vamos continuar com a resistência nas ruas, apesar da repressão e desses decretos porque quando um povo organizado se levanta, não há exército nem policía que possa nos deter”, acrescentou.

A manifestação precede uma reunião que acontecerá amanhã (13) entre três representantes de Zelaya, dentre eles Barahona, e da delegação do governo de Micheletti. O diálogo entre as duas partes em Honduras começou quinta-feira (8) com o objetivo de encontrar uma saída para a crise política instaurada com o golpe de Estado.

“Querem acabar conosco, querem nos encurvar, mas não conseguiram”, disse.

Remessas

As remessas enviadas a Honduras por parentes de hondurenhos que moram em outras partes do mundo registraram queda de 10,9% neste ano, segundo informações oficiais divulgadas ontem (11).

O valor calculado até setembro de 2009 em comparação ao mesmo período do ano passado, caiu em cerca de 222 milhões de dólares, estimou o relatório do Banco Central do país. Em 2008, as remessas tinham registrado alta de 7,3% com relação ao ano anterior.

As remessas enviadas por parentes, principalmente dos Estados Unidos onde vivem cerca de um milhão deles, é a maior fonte de renda do país e representam aproximadamente 25% do PIB ( Produto Interno Bruto ).

No final do ano passado, o BC hondurenho já contava com a queda ocasionada pelos efeitos da crise econômica nos Estados Unidos, que causou a demissão de milhares de imigrantes de Honduras.

Frente de resistência volta a pedir a restituição do presidente e o fim da ditadura

NULL

NULL

NULL