Quarta-feira, 8 de abril de 2026
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A Frente de Resistência contra o Golpe de Estado pediu à população de Honduras que impugne as eleições de 29 de novembro, lembrando a falta de legitimidade e credibilidade do processo, que está sendo realizado sob um regime ditatorial.

“Aqui não aconteceu nenhuma campanha política. O que houve foi repressão e restrição dos direitos, e não podemos falar de igualdade nessas condições”, afirmou ontem (17) Rasel Tomé, líder da Frente e que acompanha o presidente constitucional Manuel Zelaya na Embaixada do Brasil.

Os integrantes da Frente se manifestaram diariamente desde o golpe de Estado para exigir nas ruas a restituição de Zelaya. Em algumas ocasiões, seus protestos foram dissolvidos violentamente pela polícia e pelo exército, deixando manifestantes feridos, detidos e inclusive mortos. 

Efraín Salgado/EFE (17/11/2009)



Manifestantes pedem a volta de Zelaya no parque de la Merced, em Tegucigalpa

Além disso, o líder da ditadura, Roberto Micheletti, declarou períodos de toque de recolher e inclusive a suspensão das garantias constitucionais durante nove dias, além de fechar veículos de imprensa contrários ao golpe por três semanas.

Políticos hondurenhos também repudiaram a realização de eleições sem a restituição de Zelaya. O candidato independente esquerdista Carlos Reyes anunciou no dia 9 de novembro o fim de sua candidatura, por considerar que o processo eleitoral legitimaria o golpe.

Frente de resistência pede que população impugne votação

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