França rejeita mediação proposta por Chávez para crise na Líbia
França rejeita mediação proposta por Chávez para crise na Líbia
O recém empossado ministro de Relações Exteriores francês, Alain Juppé, rejeitou nesta quinta-feira (03/03) a oferta de mediação do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na crise Líbia. Na segunda-feira (28/02), Chávez se posicionou contra a estratégia de intervenção militar na Líbia e defendeu a criação de uma “comissão de boa vontade”.
“Qualquer mediação que permita ao coronel (Muamar) Kadafi suceder-se a si mesmo não é bem-vinda”, declarou Juppé à imprensa, após reunir-se com seu colega britânico, William Hague.
Hoje a rede de TV Al Jazeera anunciou que o líder da Líbia havia concordado com a proposta apresentada por Chávez, após conversar com o presidente venezuelano por suas ocasiões nesta semana. De acordo com a Al Jazeera, o plano consiste em enviar à Líbia uma comissão integrada por países da América Latina, Europa e Oriente Médio. A Venezuela confirmou a informação.
O chefe da diplomacia britânica, por sua vez, se mostrou menos taxativo e deixou a porta aberta à proposta de Chávez de criar uma comissão para intermediar o conflito no país norte-africano.
Juppé reiterou que “uma intervenção militar poderia ser contraproducente”, destacou que na reunião com seu colega britânico prepararam o próximo Conselho da União Europeia (UE) de 11 de março e revelou que concordam em endurecer as sanções contra o líder líbio porque “perdeu a legitimidade”.
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“Diferentes opções podem ser estudadas, em particular a de uma zona de exclusão aérea. Mas digo muito claramente que nenhuma intervenção será feita sem um mandato claro do Conselho de Segurança da ONU”, afirmou Juppé.
Entre as medidas se considera ampliar as sanções econômicas e financeiras e decretar zona de exclusão aérea, ponto sobre o qual estariam de acordo França e Reino Unido se “a ameaça do uso da força concretiza-se nos próximos dias”, declarou Juppé.
Movimentação
O ministro norte-americano da Defesa, Robert Gates, afirmou na quarta-feira (02/02) que os EUA haviam enviado dois navios de guerra para o mar Mediterrâneo.
Também na quarta o ministro da Defesa canadense, Peter Mackay, declarou que um navio de guerra com 240 tripulantes a bordo partiu no dia 2 em direção ao mar Mediterrâneo. O navio, que vai demorar seis dias para chegar ao destino, ajudará na execução da resolução da ONU sobre a punição à Líbia e no bloqueio de possíveis ataques da OTAN contra o país.
A Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução na terça-feira (01/03) que exclui a Líbia como membro da Comissão das Nações Unidas sobre Direitos Humanos. Antes, o Conselho de Segurança tinha tomado outras decisões, como o embargo de armas à Líbia, a proibição de Kadafi e seus familiares de saírem do país e o congelamento dos ativos do líder da Líbia no exterior.
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