Domingo, 17 de maio de 2026
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Em meio ao risco de uma guerra na Ucrânia, o presidente da França, Emmanuel Macron, fez uma série de ligações para seus homólogos da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Joe Biden, entre a noite deste domingo (20/02) e a madrugada desta segunda-feira (21/02) para uma reunião de alto nível.

O governo francês afirmou que ambos aceitaram o encontro “que será levado adiante só se a Rússia não invadir a Ucrânia”.

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Depois da reunião entre Biden e Putin, o vértice será “estendido para todas as partes envolvidas” e se concentrará sobre “segurança e estabilidade estratégica na Europa”.

Em nota oficial, a Casa Branca confirmou que o norte-americano “aceitou o encontro com o presidente Putin” desde que nesse tempo “não haja uma invasão da Ucrânia”.

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“Estamos sempre prontos a impor consequências rápidas e severas no caso da Rússia escolher a guerra. E, no momento a Rússia parece querer continuar os preparativos para um ataque de larga escala na Ucrânia muito rapidamente”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

Apesar da fala francesa, o Kremlin informou nesta segunda que considera “prematuro” uma reunião entre os dois presidentes.

De acordo com a agência russa Tass, Macron e Putin conversaram pela segunda vez em menos de 24 horas, e ambos concordaram em “manter o diálogo entre os líderes da Rússia e França envolvendo os ministros das Relações Exteriores e conselheiros políticos [dentro do formato Normandia que consiste em Rússia, Alemanha, França e Ucrânia]”.

Kremlin informou nesta segunda que considera 'prematuro' uma reunião entre os dois presidentes; ataques de Kiev contra separatistas aumenta

White House

Kremlin informou nesta segunda que considera "prematuro" uma reunião entre os dois presidentes

Enquanto os líderes debatem as consequências de uma possível invasão, a região separatista do Donbass, que reúne Donetsk e Lugansk, continua a registrar ataques entre os rebeldes pró-Rússia e as forças oficiais.

O governo russo afirmou que mais de 61 mil civis ucranianos que moram na área atravessaram a fronteira em busca de refúgio em cidades do país para fugir de uma nova guerra.

A região separatista do Donbass vive em constante tensão desde 2014, quando se iniciou a crise mais grave entre Rússia e Ucrânia e que voltou a se acentuar agora.

Os conflitos armados na área foram intensos, com milhares de mortos entre as forças oficiais e os rebeldes, mas se acalmaram e diminuíram desde fevereiro de 2015, quando foram assinados os Acordos de Minsk, em 2015, entre Kiev e Moscou sob a intermediação de Alemanha e França.

Os documentos preveem diversas ações de ambos os governos, mas pouco saiu de papel. O que tinha sido mais implementado, de fato, era o cessar-fogo em Lugansk e Donetsk. Além disso, entre as medidas firmadas pelos dois governos, os russos não poderiam mais financiar os rebeldes e os ucranianos precisariam dar um status de regiões autônomas aos dois locais – mas nenhuma das duas regras foi colocada em prática de fato.