França julgará à revelia chilenos acusados de desaparecimentos durante ditadura militar
França julgará à revelia chilenos acusados de desaparecimentos durante ditadura militar
A justiça francesa anunciou que dará início em dezembro ao julgamento à revelia de 14 militares chilenos responsáveis pelo desaparecimento de quatro franceses na década de 70, durante a ditadura.
De acordo com o diário virtual do jornal chileno El Mercúrio, Emol, os desaparecidos franceses são Georges Klein, conselheiro do presidente chileno deposto pelo golpe militar, Salvador Allende; o ex-sacerdote Etienne Pesle; e dois membros do MIR (Movimento de Esquerda Revolucionária), Chanfreau Alphonse e Yves Jean Claudet Fernandez.
Entre os acusados de “detenção arbitrária acompanhada ou seguida de tortura e atos bárbaros”, entre 1973 e 1975 estão o ex-chefe da polícia secreta chilena, Manuel Contreras, o ex-cabo nazista Paul Schaefer, e o general Augusto Pinochet que estava no poder na época (e até 1990), mas morreu em 2006, sem enfrentar julgamento.
Contreras, no entanto, já foi condenado a 300 anos de prisão pela Justiça do Chile por participar de mais de 3.000 mortes. Já Schaefer, morreu em abril, quando cumpria pena por abuso e tortura no país natal.
Segundo autoridades judiciais do Tribunal de Assizes, o processo, que estava originalmente agendado para março de 2008, será prioridade entre os dias 6 e 17 de dezembro deste ano, tornando esta a primeira vez que líderes da ditadura militar chilena são levados a julgamento na França.
Em 1990, a França chegou a condenar à revelia o ex-capitão da Marinha argentina, Alfredo Astiz, pelo desaparecimento de duas freiras francesas durante a ditadura no país (1976-1983). Atualmente ele está preso na Argentina, onde também foi julgado.
Itália, Espanha e Bélgica já investigaram violações dos direitos humanos durante a ditadura chilena.
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