França e Alemanha saíram da recessão no segundo trimestre
França e Alemanha saíram da recessão no segundo trimestre
A França e a Alemanha saíram da recessão técnica no segundo trimestre, após números divulgados hoje (13) pela agência de estatísticas Eurostat demonstrarem que os PIBs (Produto Interno Bruto) dos dois países cresceram. Entre abril e junho, a taxa foi positiva em 0,3% para ambos na comparação com o trimestre anterior.
O desempenho relativamente bom de Alemanha e França conteve a queda da atividade na zona do euro. Segundo o escritório europeu de estatísticas, no segundo trimestre a economia dos 16 países que adotam a moeda comum se retraiu 0,1%, levemente menos do que esperavam analistas.
Segundo o Eurostat, além de Alemanha e França, só Grécia, Portugal e Eslováquia mostraram avanços no PIB no segundo trimestre.
França
A ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, comemorou os resultados ao antecipá-los, durante uma entrevista à rádio francesa RTL. “Os dados são surpreendentes. Após quatro trimestres negativos a França finalmente saiu do vermelho”, declarou.
Segundo a ministra, os gastos de consumo, que subiram 0,4%, e as exportações explicaram a elevação da atividade.
A expectativa do próprio instituto francês de estatísticas, o Insee, era de uma queda de 0,6% no segundo trimestre. Já o Banco da França previa um recuo de 0,4%.
No primeiro trimestre, de acordo com dados revisados, a economia francesa diminuiu 1,1%.
Alemanha
Os números também surpreenderam na Alemanha, país que também vinha de quatro trimestres consecutivos de perda, a maior contração desde a Segunda Guerra Mundial.
O ministro da Economia da Alemanha, Karl-Theodor zu Guttenberg, manifestou sua satisfação pelos números positivos e a evolução da economia alemã, mas advertiu contra reações eufóricas.
“A estabilização da economia alemã no segundo trimestre foi melhor do que esperávamos”, disse Guttenberg em comunicado onde falou de números “encorajadores”.
De acordo com Guttenberg, a recuperação demonstra o sucesso dos planos de reativação econômica com os quais o governo respondeu à crise financeira e econômica. Ele afirmou, no entanto: “Não há motivos para euforia, pois o caminho até que nossa economia alcance o nível do ano passado ainda é longo”.
O escritório federal de estatísticas alemão creditou o aumento a uma elevação no consumo privado e público, e em um aquecimento na construção.
Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, entretanto, a queda foi de 7,1%.
Nos primeiros três meses do ano, a economia da Alemanha caiu 3,8%, uma revisão para pior da estatística anterior de 3,5%.
Em reação à notícia, o euro subiu e as principais bolsas europeias abriram em alta nesta quinta-feira.
Acesse o relatório completo do Eurostat aqui
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