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A coalizão internacional chega nesta segunda-feira (21/03) ao seu terceiro dia de intervenção no conflito líbio sem um comando integrado das Forças Armadas de seus países-membros, admitiu o porta-voz adjunto do Ministério francês da Defesa, Philippe Pontiès. Entretanto, no mesmo dia, um porta-voz do Estado-Maior francês afirmou que a coordenação é feita pelos Estados Unidos.

Na prática, a coalizão que tem atacado alvos do governo de Muamar Kadafi é integrada por França, Reino Unido e Estados Unidos. Eles alegam, cumprir a recém-aprovada Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU, que autoriza o uso de uma zona de exclusão aérea sobre o país norte-africano. O objetivo declarado da medida seria o da “proteção de civis”.

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Segundo o porta-voz, “a coordenação é um assunto extremamente complexo”, e essa integração facilitaria os intercâmbios entre as nações participantes. Por outro lado, ele afirma que a aliança tem funcionado até agora e que “cumpriu o objetivo de diminuir a pressão sobre os civis”.

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Em entrevista coletiva para informar sobre o estado das operações, o porta-voz do Estado-Maior francês, Thierry Burkhard, afirmou que, desde o princípio, a coordenação é feita pelos EUA, que “otimizam” as capacidades de cada um e distribuem as regiões e o tempo de atuação.

Segundo Pontiès, no caso de a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) intervir, seu papel seria de “apoio” – os três países integram a aliança. Para ele, o qual o trabalho de organizar as forças francesas, americanas e britânicas é tão complexo que é “difícil dar ordens precisas, e a valorização dos próprios pilotos representa um papel crucial” na hora de atuar.

Os representantes franceses destacaram que o êxito da operação aliada “Odisseia do Amanhecer” não pode ser medida pelo número de alvos destruídos, mas pela diminuição das ameaças contra a população civil, o que eles acreditam ter conseguido, segundo eles.

Até o momento, os caças franceses Mirage e Rafale protagonizaram um total de 55 missões e acumularam 400 horas de voo, além de terem destruído, no sábado passado, quatro veículos blindados.

A França indicou, além disso, que as forças de seu país se concentram na área onde se encontra a cidade de Benghazi, segunda maior do país e principal reduto das forças rebeldes ao governo.

“O objetivo não mudou entre o primeiro e o terceiro dia das operações. A diferença é que, no primeiro dia, as forças governamentais líbias tinham capacidade para funcionar, o que deixou de ser o caso”, afirmou Pontiès, sem prever a data do final das operações.

Os representes franceses acrescentaram que o porta-aviões Charles de Gaulle, poderá participar a partir de amanhã da operação realizada no país norte-africano.

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França admite que coalizão avança na Líbia sem comando integrado

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