Sábado, 9 de maio de 2026
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Os principais sindicatos franceses qualificaram a reunião realizada nesta quarta-feira (05/04) com o governo sobre a reforma da previdência, liderada pela primeira-ministra, Elisabeth Borne, como um “fracasso” e convocaram uma nova mobilização massiva para a próxima quinta-feira (06/04).

Segundo os sindicalistas, a primeira-ministra iniciou os diálogos disposta a discutir propostas trabalhistas, mas que o aumento da idade mínima para aposentadoria em 64 anos, um das principais pontos que os manifestantes exigem mudança, seria mantida. 

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“É necessariamente um fracasso”, disse Cyril Chabanier, presidente do sindicato da Confederação Democrática do Trabalho da França (CFTC), após o encontro dos líderes das oito principais centrais sindicais com Borne.

“A primeira-ministra tem dito que quer manter o seu texto e essa é uma decisão séria já que a reforma é rejeitada por quase toda a população”, acrescenta Chabanier, que considera que a reforma da previdência “injusta e brutal”.

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O secretário-geral da Confederação Democrática Francesa do Trabalho (CFDT, primeira federação do país), Laurent Berger, reclama que Borne só convocou os sindicatos para o diálogo “agora que o processo de aprovação da lei já está concluído”. 

Manifestantes convocaram nova mobilização massiva para próxima quinta-feira (06/04) depois de tentativas falhas de  diálogo com primeira-ministra Elisabeth Borne

Twitter/Anonyme Citoyen

Manifestantes e sindicalistas nova mobilização massiva contra reforma da previdência para próxima quinta-feira (06/04)

Já a nova líder da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Sophie Binet, considerou a reunião “inútil”, que durou pouco mais de uma hora, e considerou que a administração do presidente Emmanuel Macron é “um governo radicalizado, obtuso e desconectado” da realidade.

“O governo é responsável pela desordem”, acrescentou Binet, garantindo que as mobilizações devem continuar “até que o governo entenda que não há outra saída senão a retirada desta reforma”.

Também nesta quarta-feira, vários manifestantes penduraram uma faixa contra a reforma da previdência no topo do Arco do Triunfo, em Paris, um protesto que levou ao fechamento do monumento por uma hora.

Por sua vez, Macron faz uma visita diplomática à China junto com a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen com o objetivo de trabalhar nas relações com Pequim e mediar o conflito entre Rússia e Ucrânia. Mesmo em viagem, segundo o portal RFI, Macron informou que planeja receber os líderes sindicais nas próximas semanas. 

(*) Com TeleSUR