Terça-feira, 5 de maio de 2026
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O ex-presidente do México Vicente Fox afirmou nesta segunda-feira (9/8) em seu blog que é a favor da legalização da produção, distribuição e venda de drogas no México, como estratégia para “quebrar a estrutura econômica das máfias”.

Fox propôs ainda que o exercito retorne “em breve” aos seus quartéis e defendeu a criação de uma polícia nacional unificada, assim como a eleição direta de delegados e outras autoridades policiais.

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Já o atual presidente, Felipe Calderón, que na semana passada admitiu a possibilidade de se discutir a legalização das drogas no país como parte da pluralidade democrática, rejeitou a proposta feita por Fox e disse que não está de acordo com a legalização.

“Eu não concordo com a legalização. Se analisarmos, devemos colocar na balança nesse debate as vantagens e as desvantagens de uma medida como essa” disse Calderón em entrevista à rádio colombiana Caracol.

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Para ele, a legalização traria consequências como a redução do preço das drogas, o que diminuiria a capacidade financeira dos criminosos. Porém, ao mesmo tempo, “liberar totalmente o mercado de drogas e a redução de seu preço são dois fatores que vão incentivar milhões e milhões de jovens a consumi-las”.

Federalismo

Calderón citou ainda a Colômbia como exemplo no combate ao tráfico de drogas. “É uma grande lição para mim e para o México”, disse. Entretanto, a diferença no México, segundo o presidente, é que o sistema policial do país é uma desvantagem para o combate do crime organizado.

“O sistema federal mexicano é tão federalista que, se eu souber que um policial está compactuando com os criminosos, mas não tiver provas judiciais não posso sequer afastá-lo da polícia”, explicou.

A guerra contra o tráfico foi declarada pelo presidente em 2006, quando colocou o exército na rua para combater os cartéis, é um dos pontos mais criticados da política de Calderón devido ao alto número de vítimas e denúncias de violações dos direitos humanos.

*Com agências.







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Fox defende legalização de drogas no México, mas Calderón rejeita a ideia

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