Fórum Social Mundial denuncia crise da democracia na África
Fórum Social Mundial denuncia crise da democracia na África
Os conflitos por causa das eleições em países como Costa do Marfim, Quênia e Zimbábue evidenciam uma crise da democracia na África, afirmaram nesta quinta-feira (10/02) os participantes de um debate do Fórum Social Mundial (FSM). Os temores dos palestrantes se concentraram especialmente na situação marfinense, pela total indefinição do cenário político local.
Os especialistas ressaltaram que a crise na Costa do Marfim se trata de uma “crise da elite” que não aceita as regras do jogo.
O país vive atualmente uma crise como a que ocorreu há meses no Quênia e no Zimbábue.
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Em um ano de eleições em vários países africanos, os participantes do fórum advertiram que, se o presidente de fato do país, Laurent Gbagbo, conseguir se impor, é possível que líderes de outras nações do continente sigam seus passos.
Para proclamar Gbagbo como vencedor, o Conselho Constitucional teve que anular 600 mil votos nas regiões do norte do país.
Segundo os especialistas do fórum, para acabar com as crises democráticas na África é necessário instaurar regimes parlamentares, cuja composição mais representativa garante maior legitimidade popular.
Além disso, criticaram os líderes que confiscam os processos democráticos e ressaltaram que não é a democracia que está em crise na África, mas a liberdade nacional.
Cerca de 45 mil pessoas procedentes de 1,2 mil organizações de 130 países participam do Fórum Social Mundial, que termina na sexta-feira (11/02).
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