Domingo, 10 de maio de 2026
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Tropas israelenses interceptaram “pacificamente” a embarcação fretada por organizações judaicas internacionais que seguia em direção à Faixa de Gaza, informou o site do jornal israelense Haaretz. Ainda não há informações sobre mortos, feridos ou prisões.

Na segunda-feira (27/9), autoridades israelenses já haviam afirmado que não iriam permitir a entrada da embarcação fretada por organizações judaicas internacionais na Faixa de Gaza. O barco, Irene, partiu neste domingo do Chipre em direção ao território palestino para tentar romper o bloqueio marítimo imposto por Israel e levar ajuda humanitária à região.

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Veja imagens feitas pelo Haaretz do momento da interceptação:


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A chegada da embarcação estava prevista para hoje.

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O porta-voz do ministério das Relações Exteriores israelense, Igal Palmor, disse que as autoridades do país estão tentando entrar em contato com os tripulantes do barco e que “se disserem que estão a caminho de Gaza e querem romper o bloqueio, serão presos e levados para o porto de Ashdod”, segundo a BBC Brasil.

Segundo o site de noticias do jornal Maariv, militares israelenses afirmaram que, “se for necessário, as autoridades israelenses usarão de força” para interceptar o Irene.

De acordo com o site, os militares afirmaram que devido ao pequeno porte da embarcação e ao baixo número de tripulantes, “o barco não pode estar levando uma grande quantidade de equipamento”, e concluíram que “não se trata” de ajuda humanitária, mas sim de uma “provocação”.

A embarcação, que navega com bandeira britânica, leva uma carga de próteses ortopédicas, redes de pesca, instrumentos musicais e brinquedos para a população de Gaza.

Os dez passageiros e tripulantes do barco são judeus, cinco deles de cidadania israelense e outros cinco cidadãos europeus e americanos. Além de levar ajuda humanitária e protestar contra o bloqueio, um dos objetivos da ação é demonstrar que “não são todos os judeus do mundo que apoiam a política do governo de Israel em relação aos palestinos”, dizem os passageiros.

De acordo com Richard Cooper, britânico que está na embarcação, o objetivo do grupo é fazer uma “ação simbólica e não violenta, de protesto e solidariedade”.

Um dos viajantes do barco é o sobrevivente do Holocausto Reuven Moskovitz.

“Como sobrevivente do Holocausto, o protesto contra a opressão em Gaza é uma missão sagrada para mim”, disse Moskovitz, de 82 anos.

Outro viajante é Rami Elhanan, cidadão israelense que perdeu sua filha, Smadar, em um atentado suicida cometido pelo Hamas, em 1997 em Jerusalém.

“Queremos protestar contra o bloqueio desumano a 1,5 milhão de pessoas na Faixa de Gaza”, afirmou Elhanan.

A expedição ocorre quatro meses depois do ataque militar de Israel contra a Flotilha da Liberdade – comboio naval que se dirigia à Faixa de Gaza em 31 de maio para levar ajuda humanitária.

Desde 2007, depois que o Hamas, partido vencedor das eleições de 2006, assumiu o poder no território palestino, Israel impõe bloqueio à Faixa de Gaza. Segundo o governo, o objetivo é impedir a entrada de armas que poderiam ser usadas pelo Hamas para atacar Israel.

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Forças israelenses interceptam embarcação humanitária que se aproximava da Faixa de Gaza, diz jornal israelense

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