Forças israelenses interceptam embarcação humanitária que se aproximava da Faixa de Gaza, diz jornal israelense
Forças israelenses interceptam embarcação humanitária que se aproximava da Faixa de Gaza, diz jornal israelense
Tropas israelenses interceptaram “pacificamente” a embarcação fretada por organizações judaicas internacionais que seguia em direção à Faixa de Gaza, informou o site do jornal israelense Haaretz. Ainda não há informações sobre mortos, feridos ou prisões.
Na segunda-feira (27/9), autoridades israelenses já haviam afirmado que não iriam permitir a entrada da embarcação fretada por organizações judaicas internacionais na Faixa de Gaza. O barco, Irene, partiu neste domingo do Chipre em direção ao território palestino para tentar romper o bloqueio marítimo imposto por Israel e levar ajuda humanitária à região.
Veja imagens feitas pelo Haaretz do momento da interceptação:
A chegada da embarcação estava prevista para hoje.
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O porta-voz do ministério das Relações Exteriores israelense, Igal Palmor, disse que as autoridades do país estão tentando entrar em contato com os tripulantes do barco e que “se disserem que estão a caminho de Gaza e querem romper o bloqueio, serão presos e levados para o porto de Ashdod”, segundo a BBC Brasil.
Segundo o site de noticias do jornal Maariv, militares israelenses afirmaram que, “se for necessário, as autoridades israelenses usarão de força” para interceptar o Irene.
De acordo com o site, os militares afirmaram que devido ao pequeno porte da embarcação e ao baixo número de tripulantes, “o barco não pode estar levando uma grande quantidade de equipamento”, e concluíram que “não se trata” de ajuda humanitária, mas sim de uma “provocação”.
A embarcação, que navega com bandeira britânica, leva uma carga de próteses ortopédicas, redes de pesca, instrumentos musicais e brinquedos para a população de Gaza.
Os dez passageiros e tripulantes do barco são judeus, cinco deles de cidadania israelense e outros cinco cidadãos europeus e americanos. Além de levar ajuda humanitária e protestar contra o bloqueio, um dos objetivos da ação é demonstrar que “não são todos os judeus do mundo que apoiam a política do governo de Israel em relação aos palestinos”, dizem os passageiros.
De acordo com Richard Cooper, britânico que está na embarcação, o objetivo do grupo é fazer uma “ação simbólica e não violenta, de protesto e solidariedade”.
Um dos viajantes do barco é o sobrevivente do Holocausto Reuven Moskovitz.
“Como sobrevivente do Holocausto, o protesto contra a opressão em Gaza é uma missão sagrada para mim”, disse Moskovitz, de 82 anos.
Outro viajante é Rami Elhanan, cidadão israelense que perdeu sua filha, Smadar, em um atentado suicida cometido pelo Hamas, em 1997 em Jerusalém.
“Queremos protestar contra o bloqueio desumano a 1,5 milhão de pessoas na Faixa de Gaza”, afirmou Elhanan.
A expedição ocorre quatro meses depois do ataque militar de Israel contra a Flotilha da Liberdade – comboio naval que se dirigia à Faixa de Gaza em 31 de maio para levar ajuda humanitária.
Desde 2007, depois que o Hamas, partido vencedor das eleições de 2006, assumiu o poder no território palestino, Israel impõe bloqueio à Faixa de Gaza. Segundo o governo, o objetivo é impedir a entrada de armas que poderiam ser usadas pelo Hamas para atacar Israel.
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