Domingo, 17 de maio de 2026
APOIE
Menu

As tropas russas da Organização do Tratado de Segurança (CSTO) que estavam no Cazaquistão desde a semana anterior para ajudar a conter os protestos contra o governo de Kassym-Jomart Tokayev começaram a deixar Nur-sultan nesta quinta-feira (13/01), de acordo com os ministérios da Defesa das duas nações. 

O governo de Moscou disse por meio de um comunicado que “as unidades de soldados da paz”  iniciaram a “preparação do material militar e técnico para envio nos aviões da aeronáutica russa em vista de seu retorno para sua base permanente”, afirmando ainda que “as primeiras unidades já partiram para a base final”.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Para conter as manifestações e fazer a proteção de pontos sensíveis, como aeroportos, cerca de dois mil soldados russos foram para o Cazaquistão. Tokayev havia dito que a retirada seria gradual e que demoraria cerca de dez dias.

A agência estatal russa Tass informou ainda que o mandatário cazaque e Vladimir Putin conversaram por telefone nesta quinta para debater a retirada e os prazos.

Mais lidas

Tropas russas da Organização do Tratado de Segurança estavam no país vizinho desde a semana anterior para ajudar conter protestos

CSTO/Twitter

Tropas russas da Organização do Tratado de Segurança estavam no país vizinho desde a semana anterior para ajudar conter protestos

O Cazaquistão viveu uma série de protestos nacionais entre os dias 2 e 7 janeiro por conta, inicialmente, da alta no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), que é usado amplamente nas residências e nos veículos, e depois se somaram outras questões sociais contra o governo.

Durante a jornada de protestos, a violência entre os manifestantes e os agentes de segurança aumentou, deixando ao menos 165 pessoas mortas.

Tokayev, que está no poder desde 2019, enfrentou a primeira manifestação contrária ao seu governo e um dos raros atos públicos em toda a recente história do país. 

(*) Com Ansa.