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As forças do dirigente líbio Muamar Kadafi estão “às portas” de Benghazi, a segunda cidade do país e reduto da oposição, informou nesta quinta-feira (17/03) a tv estatal líbia. “A cidade de Zuwaytinah está sob controle (das forças leais a Kadafi) e as forças armadas estão se aproximando de Benghazi”, afirmou a TV. Zuwaytinah fica a 150 quilômetros ao sul de Benghazi.

Hoje, aviões de guerra de Kadafi voltaram a bombardear o aeroporto de Benina, a cerca de 10 quilômetros de Benghazi, afirmou o coronel insurgente Adel Borassi à rede de televisão Al Jazeera. O aeroporto de Benina faz parte da aviação militar líbia, cujos oficiais e soldados se uniram aos rebeldes poucos dias após o início do levante em 16 de fevereiro.

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A televisão estatal líbia anunciou a tomada da cidade de Ajdabiya, mas ainda ocorrem combates na cidade, que está cercada pelas forças de Kadafi. A tomada de Ajdabiya pode ser crucial, já que desta cidade sai uma estrada que liga a região a Tobruk no extremo leste do país, próximo a fronteira do Egito. O controle desta estrada pelas forças de Kadafi poderia levar ao controle de Tobruk e um consequente ataque a Benghazi pelo oeste e leste.

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Misrata

A televisão estatal líbia disse que as tropas de Kadafi recuperaram a cidade de Misrata, no oeste do país. De acordo com um comunicado, Misrata estaria sendo agora “esterilizada desses criminosos e gangues armadas”.

Os rebeldes no entanto negam tal informação. “Isso não é verdade. Estão mentindo. Misrata está calma e não há nenhum som de bombardeios”, disse um residente da região à agência Reuters.

Conselho de Segurança

A França pressionou o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para que vote na quinta-feira uma resolução autorizando uma zona de exclusão área sobre a Líbia, apesar de as diferenças entre seus membros não terem sido resolvidas após um longo dia de negociações.

Os Estados Unidos assinalaram ao principal órgão de segurança das Nações Unidas que “é preciso contemplar passos que impliquem uma zona de exclusão aérea”, assinalou a embaixadora Susan Rice.

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O embaixador francês, Gérard Araud, apresentou nesta quarta-feira um projeto de resolução que contempla a proibição de voos no espaço aéreo líbio, em referência a um procedimento que segundo o regulamento das Nações Unidas obriga o documento a ser submetido à votação em 24 horas.

“Nossa intenção, pelo menos a da França, é votá-lo na quinta-feira”, assinalou o diplomata, que se mostrou impaciente sobre as dúvidas de outros países em relação à proibição de voos no espaço aéreo líbio. “Somos o país que mais fez. Apresentamos um texto, a proposta da zona de exclusão aérea. Se existe um país que não é responsável pela situação atual, é o nosso”, insistiu Araud.

Durante as negociações desta quarta-feira, a Rússia propôs como alternativa uma resolução que pede um cessar-fogo que detenha a ofensiva das forças leais a Muamar Kadafi contra as povoações rebeldes no leste do país.

O embaixador da Rússia perante a ONU, Vitaly Churkin, explicou que sua iniciativa obedecia à necessidade de tomar alguma ação perante a evidente falta de acordo sobre a zona de exclusão aérea e os violentos combates na Líbia. “Infelizmente não foi aprovado, apesar de nos mostrarmos dispostos a incluir uma linguagem dura”, explicou Churkin.

Sua colega norte-americana, Susan Rice, assinalou que a iniciativa russa foi rejeitada porque não estava acompanhada de “ações” para interromper o conflito na Líbia. Segundo ela, Washington favorece a adoção de “um amplo leque de ações que proteja os civis e aumente a pressão sobre o regime de Kadafi para que deixe de matar e permita o povo líbio a se expressar”.

 

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Forças de Kadafi estão nos arredores de Benghazi, diz TV ‎líbia

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