Terça-feira, 19 de maio de 2026
APOIE
Menu

O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, instituição a qual o
ex-presidente Hosni Mubarak entregou o poder, anunciou nesta
sexta-feira (11/02) que divulgará em breve as medidas a serem aplicadas
para a transição. Segundo o Conselho, “não há alternativa à
legitimidade do povo”.

Em seu primeiro comunicado após a renúncia de Mubarak, os militares
expressaram seu agradecimento “a todos os mártires que sacrificaram sua
vida” pela liberdade do país.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

A nota, lida na televisão pública egípcia pelo porta-voz militar,
Ismail Etman, diz que as Forças Armadas estão conscientes do “momento
histórico” que o Egito vive.

Leia mais:

Liga Árabe qualifica renúncia de Mubarak como “mudança histórica”

“Os jovens foram os líderes dessa revolução”, afirma professor brasileiro que está no Egito

Democracia laica no Egito é um caminho inevitável, afirma especialista

Após 30 anos no poder, Hosni Mubarak renuncia ao governo do Egito

Com saída de Mubarak, El Baradei afirma que Egito foi libertado

Suíça congela bens de ex-presidente Mubarak

Os militares e o futuro do Egito

Demandas de manifestantes incluem criação de governo civil, diz especialista

Mais lidas

“Somos conscientes da gravidade deste anúncio perante as reivindicações
de nossa grande nação para gerar mudanças radicais”, acrescentou. Em
sua mensagem, os militares dizem que estão estudando a atual situação
“para obedecer às aspirações” do povo egípcio.

“O Conselho Supremo das Forças Armadas emitirá posteriormente
comunicados que definirão os passos e as medidas que serão aplicadas.
Ao mesmo tempo, reitera que não há alternativa à legitimidade do povo”,
diz a mensagem.

O grupo também agradeceu Mubarak “por seu trabalho patriota durante a
guerra e a paz”, mas também “presta homenagem e testemunha seu apreço
às almas dos mártires que sacrificaram suas vidas a favor da liberdade
e da segurança do país”.

Um dos momentos considerados chave para a queda do ditador ocorreu na
quarta-feira (10/02), quando o Conselho realizou uma reunião de
emergência sem a presença do mandatário.Com a queda de Mubarak, o poder não ficou com o vice Omar Suleiman.
Segundo fontes militares, o ministro da Defesa, Mohamed Hussein
Tantawi, deve ser o militar designado pelo Conselho Supremo 
responsável para comandar a transição em um primeiro momento.

Segundo a TV Al Arabiya e o jornal libanês An Nahar, o conselho Militar
deve administrar o país por tempo ainda indeterminado com o chefe da
Suprema Corte Constitucional, que deverá organizar novas eleições.

Siga o Opera Mundi no Twitter      

Conheça nossa página no Facebook

Forças Armadas egípcias dizem que "não há alternativa à legitimidade do povo"

NULL

NULL

NULL