Forças Armadas egípcias dizem que "não há alternativa à legitimidade do povo"
Forças Armadas egípcias dizem que "não há alternativa à legitimidade do povo"
O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, instituição a qual o
ex-presidente Hosni Mubarak entregou o poder, anunciou nesta
sexta-feira (11/02) que divulgará em breve as medidas a serem aplicadas
para a transição. Segundo o Conselho, “não há alternativa à
legitimidade do povo”.
Em seu primeiro comunicado após a renúncia de Mubarak, os militares
expressaram seu agradecimento “a todos os mártires que sacrificaram sua
vida” pela liberdade do país.
A nota, lida na televisão pública egípcia pelo porta-voz militar,
Ismail Etman, diz que as Forças Armadas estão conscientes do “momento
histórico” que o Egito vive.
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“Somos conscientes da gravidade deste anúncio perante as reivindicações
de nossa grande nação para gerar mudanças radicais”, acrescentou. Em
sua mensagem, os militares dizem que estão estudando a atual situação
“para obedecer às aspirações” do povo egípcio.
“O Conselho Supremo das Forças Armadas emitirá posteriormente
comunicados que definirão os passos e as medidas que serão aplicadas.
Ao mesmo tempo, reitera que não há alternativa à legitimidade do povo”,
diz a mensagem.
O grupo também agradeceu Mubarak “por seu trabalho patriota durante a
guerra e a paz”, mas também “presta homenagem e testemunha seu apreço
às almas dos mártires que sacrificaram suas vidas a favor da liberdade
e da segurança do país”.
Um dos momentos considerados chave para a queda do ditador ocorreu na
quarta-feira (10/02), quando o Conselho realizou uma reunião de
emergência sem a presença do mandatário.Com a queda de Mubarak, o poder não ficou com o vice Omar Suleiman.
Segundo fontes militares, o ministro da Defesa, Mohamed Hussein
Tantawi, deve ser o militar designado pelo Conselho Supremo
responsável para comandar a transição em um primeiro momento.
Segundo a TV Al Arabiya e o jornal libanês An Nahar, o conselho Militar
deve administrar o país por tempo ainda indeterminado com o chefe da
Suprema Corte Constitucional, que deverá organizar novas eleições.
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