Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
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A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, declarou na noite desta quinta-feira (15/06) que a dívida de 45 bilhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional (FMI), adquirida durante o governo do ex-presidente Maurício Macri (2015-2019), é o principal problema do país. 

Na ocasião, Kirchner expressou a necessidade de “refletir e promover o diálogo entre todas as forças políticas para abordar a questão do endividamento com o FMI, porque esse é o principal problema da Argentina, e não fomos nós que o adquirimos”. 

A mandatária declarou ser necessário “o fim da economia bimonetária urgentemente”. Também enfatizou a necessidade de renegociação com o FMI, não apenas para pagar a dívida, mas também “para apoiar a indústria”. 

Kirchner ainda apontou “outro problema no país”, referindo-se a representantes do governo que deveriam negociar a dívida com o FMI, mas não tiveram resultados efetivos, como o ex-ministro da Economia, Martín Guzmán.

Ao criticar dívida contraída pelo ex-presidente Mauricio Macri, Kirchner elogiou governador de Buenos Aires, um dos possíveis candidatos governista à Presidência

Twitter/Cristina Kirchner

Cristina Kirchner não será candidata à presidência da Argentina nas eleições deste ano

Ao falar do FMI, a vice-presidenta aproveitou para elogiar Axel Kicillof, governador de Buenos Aires, um dos políticos argentinos que planeja ser o candidato governista à Presidência.

“Quando se discutiu na Câmara dos Deputados o acordo com os fundos-abutre, foi Axel Kicillof que advertiu que se a gente pagasse essa dívida, terminaríamos de novo no FMI, o que acabou acontecendo”, declarou a vice. 

Fundos abutres são fundos de investimento especializados em comprar ativos de alto risco visando altos retornos, muitas vezes por meio de demandas judiciais.

Sobre a possibilidade de ela mesma ser a candidata, Kirchner defendeu seus dois mandatos (2007-2015) e declarou que está “despojada de toda vaidade e ambição”.

A dívida total contraída por Macri com o FMI ultrapassou os 55 bilhões de dólares, embora apenas 45 bilhões tenham chegado à Argentina. O acordo foi reconhecido pelo Fundo como uma violação de seus próprios Estatutos ao conceder o maior empréstimo de sua história a um país cujo desenvolvimento econômico trazia dúvidas.

(*) Com TeleSUR e Brasil de Fato