Domingo, 26 de abril de 2026
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Um dia depois de a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixar a nota soberana da Grécia, que perdeu o grau de investimento e derrubou os mercados financeiros, o FMI (Fundo Monetário Internacional) estuda aumentar o aporte prometido para salvar a economia grega. A informação foi publicada nos jornais Financial Times e Wall Street Journal.

De acordo com o jornal britânico, o FMI avalia ampliar seu aporte em 10 bilhões de euros. O diário afirma que o fundo já ofereceu a Atenas 15 bilhões de euros como parte de um pacote de resgate elaborado junto com países da zona do euro, que atualmente totaliza 45 bilhões de euros. Pelo WSJ, estaria em análise um incremento de 5 bilhões de euros a 10 bilhões de euros.

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“O atual limite do fundo para a Grécia é de 25 bilhões de euros e o fornecimento de um montante extra está sob discussão”, afirmou um analista de Atenas próximo às discussões. O FMI disponibilizaria o empréstimo sob um planejado crédito de três anos, disse o analista.

Além do crédito do FMI, a Grécia também pode receber dos parceiros da zona do euro até 30 bilhões de euros em empréstimos com taxas abaixo das praticadas no mercado.

Alemanha

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, afirmou em entrevista ao jornal econômico Handelsblatt que o país quer oferecer ajuda à Grécia, mas insiste que, para ativar o plano de auxílio europeu, é necessário esperar o projeto de ajuste do FMI.

“Se o pacote do FMI for convincente, e eu não espero outra coisa, podemos adotar na segunda-feira (3/5) uma resolução no Conselho de Ministros”, diz Schäuble. Com isso, teria início o processo para aprovação parlamentar.

Schäuble rejeita, além disso, a impressão de que a Alemanha está freando a ativação do plano de ajuda à Grécia. “O governo alemão não está pisando o freio. Queremos decisões rápidas. Mas nossa meta é um plano de saneamento sustentável para que Grécia possa voltar a se sustentar nos mercados a médio e longo prazo”, assinala o ministro.

Bolsas asiáticas

Embora em menor escala, as solsas da Ásia seguiram o desempenho negativo dos mercados europeu e estadunidense. A maioria dos pregões da região sofreu com a crise de débito de Grécia e Portugal.

O índice Nikkei 225 caiu 287,87 pontos, ou 2,6%, e fechou aos 10.924,79 pontos. Foi a maior queda em pontos desde 5 de fevereiro.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng  fechou em queda de 1,51%, para 21.261 pontos. Em Xangai, o mercado cedeu 2,07%, para 2.907 pontos, menor nível desde o início de outubro, com ações do setor imobiliário afetadas por medidas do governo para desaquecer o setor.

“A situação grega está realmente muito insegura e o relógio está correndo”, disse à Reuters Robert Rennie, estrategista de moedas no Wespac Bank, em Sydney.

Taiwan terminou com baixa de 0,14%, para 8.146 pontos.Na Coreia do Sul, a bolsa de Seul cedeu 0,15%, para 1.749 pontos. Cingapura caiu 0,36%, a 2.991 pontos. Sydney fechou praticamente estável, em ligeira queda de 0,03%, para 4.880 pontos.

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FMI cogita ampliar aporte em plano de ajuda à economia da Grécia

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