Sexta-feira, 27 de março de 2026
APOIE
Menu

O Fundo Monetário Internacional (FMI) emitiu nesta segunda-feira (13/05) um parecer no qual afirma seu apoio à política de ajustes ultraliberais impulsionada pelo governo do presidente Javier Milei.

Segundo o informe da instituição financeira, “os resultados foram melhores do que o esperado, todos os critérios de desempenho do primeiro trimestre foram excedidos, por isso o corpo técnico do FMI e as autoridades argentinas chegaram a um entendimento sobre as políticas para continuar a fortalecer o processo de desinflação, reconstituir as reservas internacionais, apoiar a recuperação e manter o programa firmemente no caminho certo”.

O documento foi apresentado por uma equipe técnica do FMI chefiada pelos economistas Luis Cubeddu e Ashvin Ahuja.

O Ministério da Economia da Argentina, solicitou o desembolso de cerca de US$ 800 milhões de dólares por parte da entidade financeira, e recebeu, como resposta, que a equope técnica concorda com o envio desses recursos, mas que a aprovação final depende de uma decisão que será tomada pelo Conselho de Administração do organismo, “que se reunirá nas próximas semanas”.

Casa Rosada
Presidente da Argentina Javier Milei se reuniu com a diretora do FMI, Kristalina Georgieva, durante Fórum Econômico de Davos

O parecer do FMI contrasta com as consequências reais do pacote ultraliberal de Milei na economia do país, como a inflação em disparada, o aumento do desemprego e a crise de financiamento nas escolas, universidades e hospitais públicos, que já resultaram em ao menos duas greves gerais e duas massivas manifestações contra um presidente que tem apenas cinco meses de mandato.

Nos últimos 30 dias, o governo de Milei enfrentou ao menos dois protestos massivos contra as medidas ultraliberais do governo. Um deles foi a marcha do dia 23 de abril, que reuniu mais de um milhão de pessoas em Buenos Aires, além e outras dezenas de milhares em outras capitais de província do país.

A outra iniciativa popular contra o governo ocorreu nesta quinta-feira (09/05), com a greve geral que paralisou quase toda grande Buenos Aires. Foi a segunda greve geral contra Milei: a primeira aconteceu em janeiro deste ano.