Filipinas em alerta para chegada do tufão Lupit
Filipinas em alerta para chegada do tufão Lupit
As autoridades das Filipinas continuam em estado de alerta diante da iminente chegada do tufão Lupit, cuja força será menor que o das duas tempestades anteriores que causaram 934 mortos no país.
Parma, que durante 10 dias tocou terra até três vezes na metade norte de Luzon, causou 465 mortos e deixou 34 pessoas desaparecidas. Além disso, afetou 4,1 milhões de pessoas, das que cerca de 32 mil continuam em centros de amparo. Ketsana inundou cerca de 80% de Manila, a capital e deixou um rastro de 464 mortos e 37 desaparecidos.
“Após avançar lentamente nos dois últimos dias, acelerou em direção a costa e freou outra vez, o que pode atrasar sua chegada a terra entre um e três dias mais”, assegurou o responsável do serviço de meteorologia Nathaniel Cruz. O Lupit se debilitou mas ainda leva ventos de 120 km/h com rajadas de até 150 km/h.
O governo e as administrações das províncias do norte mantêm em estado alerta equipes de resgate e preparada a infraestrutura de distribuição de ajuda de emergência. Pelo menos 1.500 residentes na província de Cagayan foram evacuados, segundo as autoridades locais, e outros 1 mil deixaram suas casas por iniciativa própria.
Perigos
A incidência da leptospirose, expandida através de água contaminada com urina de ratos, cachorros e outros animais, causou a morte a 148 pessoas em Manila e arredores pelas inundações causadas pelos dois tufões anteriores.
Vários especialistas identificaram a favelização descontrolada como o principal fator destes desastres naturais que afetam Filipinas, onde ficam em evidência o péssimo estado das infraestruturas, assim como a falta de preparação e meios dos que dispõe as autoridades para responder às emergências.
Entre 15 e 20 tufões e uma série de temporais e sistemas de baixa pressão costumam passar todos os anos pelas Filipinas durante a estação chuvosa, que vai de junho a dezembro.
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