Segunda-feira, 4 de maio de 2026
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Nicolás Petro, filho mais velho do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, foi preso neste sábado (29/07) em uma investigação relacionada à campanha presidencial. Ele foi detido pelo Ministério Público colombiano por lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.

“Meu filho Nicolás e sua ex-esposa Days foram capturados pelo Ministério Público”, escreveu Petro na rede social X, anteriormente Twitter. “Como afirmei diante do procurador-geral, não vou intervir ou pressionar suas decisões”, prosseguiu Petro, que chegou a pedir que o próprio filho fosse investigado. 

Ainda pelas redes sociais, Petro disse doer “como pessoa e pai” a “autodestruição e o fato de um dos meus filhos ir para a cadeia”. Ele assegurou ainda que o Ministério Público tem “todas as garantias da minha parte para proceder nos termos da lei”: “Desejo sorte e força ao meu filho. Que esses acontecimentos forjem seu caráter e que você reflita sobre seus próprios erros”, disse.

Segundo a ex-mulher de Nicolás, Daysuris Vásquez, o filho do mandatário teria vínculos com narcotraficantes e contrabandistas. Outra acusação é de que Nicolás teria recebido dinheiro para a campanha presidencial do pai, mas gastado a quantia em uma vida luxuosa para si.  

Nicolás Petro foi detido pelo Ministério Público colombiano por lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito

Reprodução/ @nicolaspetroB

Investigação também relacionada à campanha presidencial de Gustavo Petro

Em meio às investigações que abalam o primeiro governo de esquerda da Colômbia, o presidente nega que dinheiro oriundo de atividades criminosas tenha financiado sua campanha. 

“Os capturados serão colocados à disposição de um juiz criminal, a quem será solicitado que dê legalidade aos procedimentos de busca, captura e apreensão de provas materiais”, acrescentou o Ministério Público.

Segundo informou o MP colombiano, a prisão de Nicolás acontece por “crimes de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito”. Já sua ex-esposa é investigada por “lavagem de dinheiro e violação de dados pessoais”. 

Vásquez afirmou à imprensa que Samuel Santander Lopesierra, um conhecido ex-traficante de drogas e ex-contrabandista, deu 124 mil dólares a seu ex-marido.

(*) Com Brasil de Fato.