Fidel Castro condena nomeação de Uribe para comissão da ONU
Fidel Castro condena nomeação de Uribe para comissão da ONU
O ex-líder cubano Fidel Castro afirmou ser um “disparate” e um “absurdo” a nomeação do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe como membro da comissão da ONU (Organização das Nações Unidas) que investigará o ataque de Israel à frota humanitária que se dirigia à Faixa de Gaza, segundo artigo publicado hoje (16/8).
“Tal decisão outorga a Uribe, acusado por crimes de guerra, total impunidade, como se um país cheio de valas comuns com corpos de pessoas assassinadas, algumas até com dois mil vítimas, e sete bases militares ianques, mais o resto das bases militares colombianas a seu serviço, não tivesse nada a ver com o terrorismo e o genocídio”, diz Fidel.
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Uribe assumiu no dia 10 de agosto a vice-presidência do comitê das Nações Unidas que investigará o ataque israelense à frota humanitária, ocorrido em 31 de maio, que deixou nove mortos. A participação do ex-líder colombiano gerou críticas, particularmente na Colômbia, enquanto o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu sua nomeação. Para Fidel Castro, o secretário-geral da ONU nomeou Álvaro Uribe “cumprindo ordens superiores”.
Além de Uribe, os outros membros que integrarão a comissão são o ex primeiro-ministro da Nova Zelândia Geoffrey Palmer, que a presidirá, e um representante israelense, Yosef Ciejanover, e um turco, Ozden Sanberk.
Outros temas
Em artigo, Fidel também abordou a última reunião do Club de Bilderberg, celebrada celebrada em junho em Sitges (España), e o vínculo com um possível ataque norte-americano contra o Irã, fato que, em sua avaliação, provocaria uma guerra nuclear.
“A guerra contra o Irã já está decidida nos altos círculos do império e somente um esforço extraordinário da opinião mundial pode pedir que ela comece”, afirmou o ex-presidente.
Fidel Castro, que na sexta-feira (13/8) completou 84 anos de idade, retornou à cena pública após sofrer com problemas de saúde desde 2006, que o fizeram a passar a presidência de Cuba a seu irmão, Raúl Castro, confirmado no cargo em fevereiro de 2008.
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