Sábado, 16 de maio de 2026
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A Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) prestou solidariedade ao professor, articulista e analista político Bruno Lima Rocha Beaklini. Recentemente, Bruno publicou o artigo “A espionagem sionista e o risco de sabotagem nas eleições brasileiras” em diversos veículos de comunicação, inclusive em sua coluna no Brasil de Fato RS. O Instituto Humanitas (IHU), da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), havia publicado o texto, mas o retirou após pressão de entidades ligadas à causa judaica e à defesa do estado de Israel.

A Fepal encaminhou carta ao reitor da Unisinos, Sérgio Mariucci, para prestar solidariedade a Bruno. No artigo, Beaklini analisou a informação trazida anteriormente por outros veículos de comunicação de que o Brasil estaria contratando convênio de cooperação com a empresa israelense Cysource, a pretexto de segurança cibernética.

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O artigo foi retirado do site do IHU após pressões da organização chamada “StandWithUs”, que se apresenta como “instituição que educa sobre Israel ao redor do mundo”. A entidade enviou carta à Unisinos acusando Beaklini de suposta disseminação de ódio contra judeus, dentre outros argumentos.

A Fepal registrou que, junto da carta da StandWithUs, a Unisinos sofreu um ataque nas redes sociais, acusando o articulista de “antissemitismo” e perseguição aos judeus ao trocar a palavra “judeu” por “Israel”. Registrou também que, em um grupo de Facebook, por exemplo, um dos integrantes se referiu ao corpo docente e administrativo da universidade como “vermes travestidos de acadêmicos”.

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Também colunista do 'Brasil de Fato RS', texto foi retirado de site da Unisinos após pressões de entidades

Reprodução

Artigo de Bruno foi retirado do ar de site de entidade da Unisinos após pressão de entidades ligadas à causa judaica

“Os jesuítas sempre foram, são e nunca deixarão de ser antissemitas”, escreveu outro. Para um terceiro, o “Instituto Humanitas da Unisinos tem um site profundamente ‘antissemita’, travestido de antissionista”.

Por outro lado, a Fepal considera que o artigo apenas reproduz o que vem sendo noticiado na mídia internacional, que detectou ação israelense de espionagem massiva em todo o mundo há quase duas décadas. Como exemplo, citou como o “lobby israelense espionava cidadãos estadunidenses para prejudicar ativistas pró-Palestina, algo que remonta a 2006”.

Em sua carta de solidariedade enviada para a universidade, a Fepal também lembrou que “o israelense Pegasus espionou mais de 50 mil pessoas em pelo menos 45 países, desde 2016, incluindo governantes, jornalistas e editores (CNN, New York Times, al-Jazeera, France 24, El País, Le Monde, Economist, Guardian e as agências AFP, Associated Press, Reuters e Bloomberg, entre outros)”. A carta pode ser conferida na íntegra aqui.

Rebatendo os argumentos da StandWithUs, a carta da Fepal afirmou ainda que “criticar o nazismo e seus crimes não importa em criminalizar todo o povo alemão, ontem ou hoje, bem como não significa demonizar a Alemanha como nação e povo, negando-lhe o direito à autodeterminação”. Pela mesma lógica, segue a entidade, “criticar o sionismo não significa antijudaísmo, negação de direitos nacionais ou defesa do fim de Israel”.