Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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Um dia após a Corte Constitucional da Colômbia derrubar o acordo militar do país com os Estados Unidos, a FIDH (Federação Internacional dos Direitos Humanos) – composta por organizações não-governamentais de direitos humanos – emitiu um comunicado recomendando as autoridades colombianas a desmilitarizar o país e encontrar uma solução política para o conflito armado.

O documento, que critica a política de defesa e segurança aplicada pelo ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), afirma que a estratégia utilizada não apresentou resultados concretos contra o terrorismo e o tráfico de drogas e colaborou apenas com o aumento da violação dos direitos humanos.

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De acordo com o documento, durante este período, casos de tortura, execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados e abusos sexuais foram “extremamente recorrentes”.

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Dados da Comissão Colombiana de Juristas indicam que 2.276 pessoas foram vítimas de execuções extrajudiciais e desaparecimentos forçados cometidos por agentes do Estado entre julho de 1996 e junho 2008. Destes, 1.486 foram cometidos entre 2002 e 2008, durante o mandato de Uribe.

Além disso, para a FIDH, a política do ex-presidente criou uma “confusão perigosa entre a população e os militares”, o que teria resultado na agressão de civis por militares ou grupos paramilitares com a conivência dos militares. A federação afirma que as autoridades colombianas, porém, negam a existência de um conflito no país.

Diante disso, a FIDH em seu documento propõe que as novas autoridades da Colômbia reconheçam existência de um conflito armado para procurar uma solução política que leve à desmilitarização.

Na semana passada, em entrevista ao Opera Mundi, o secretário-executivo do Foro de São Paulo, Valter Pomar, disse acreditar que a solução para o impasse colombiano seja um cessar-fogo unilateral entre as guerrilhas e o governo.

“Não existe solução militar para o conflito na Colômbia. Nem o governo acabará com a guerrilha, nem a guerrilha tomará o poder. É preciso um acordo. A melhor coisa que as FARC podem fazer neste momento é anunciar sua disposição de fazer um acordo de paz”, disse.

Além da desmilitarização, a FIDH propõe a punição dos responsáveis por violações e uma maior fiscalização sobre o cumprimento dos direitos humanos e a criação de uma política de proteção à população, voltada especialmente aos grupos considerados vulneráveis.

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Federação Internacional dos Direitos Humanos divulga documento contra a militarização na Colômbia

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