Sexta-feira, 24 de abril de 2026
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As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) reiteram hoje (26) sua disposição de libertar os reféns Pablo Emilio Moncayo e José Daniel Calvo e entregar os restos mortais de Julián Guevara, que faleceu em cativeiro.

“Nossa decisão de libertar unilateralmente o sargento Moncayo e o soldado Cavo é irrevogável, assim como a entrega dos restos do major Guevara”, disse a guerrilha, por meio de um comunicado publicado pela agência de notícias pró-guerrilha Anncol.

As operações, que serão coordenadas pela senadora Piedad Córdoba e pelo
Comitê Internacional da Cruz Vermelha, devem contar com apoio logístico
do Brasil.

O senador João Pedro Gonçalves da Gosta (PT-AM) disse à agência de
notícias italiana Ansa que é “muito provável, mas ainda não foi
confirmado” o possível o envio de aeronaves e militares brasileiros à
fronteira.

No início de 2009, a Força Aérea Brasileira (FAB) colaborou em uma
operação semelhante, quando foram soltos seis sequestrados, entre eles
os policiais Walter José Lozano Guarnizo, Alexis Torres Zapata e Juan
Fernando Galicia Uribe, e o soldado William Giovanny Domínguez Castro.

As Farc informaram ainda que, apesar de estar tudo pronto para a operação, “devemos adiar a entrega dos restos do major Guevara dado que o exército ocupa a área onde eles se encontram”.

O movimento anunciou no dia 16 de abril de 2009 que soltariam os dois reféns. Em troca, a guerrilha pediu o corpo de Raúl Reyes, um de seus altos comandantes morto pelo exército colombiano em 1º de março de 2008, e de Ivan Ríos, assassinado uma semana depois.

Atraso

Na última terça-feira, Córdoba garantiu que a guerrilha aprovou os “protocolos” de segurança oferecidos pelo governo e que as libertações deveriam ocorrer no próximo fim de semana.

Ontem, no entanto, o comissário de Paz da Colômbia, Frank Pearl, anunciou que a operação será adiada em um dia. Agora, espera-se que ela aconteça entre o próximo domingo e segunda-feira. De acordo com a guerrilha, o atraso é “conseqüência” dos operativos militares colombianos nas “três áreas” previstas para a operação.

Moncayo está há mais de dez anos seqüestrado, enquanto Calvo está há dois. As libertações fazem parte de uma estratégia das Farc que tem o objetivo de trocar reféns por guerrilheiros presos.

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Farc reiteram compromisso de libertar dois reféns

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