Farc reiteram compromisso de libertar dois reféns
Farc reiteram compromisso de libertar dois reféns
As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) reiteram hoje (26) sua disposição de libertar os reféns Pablo Emilio Moncayo e José Daniel Calvo e entregar os restos mortais de Julián Guevara, que faleceu em cativeiro.
“Nossa decisão de libertar unilateralmente o sargento Moncayo e o soldado Cavo é irrevogável, assim como a entrega dos restos do major Guevara”, disse a guerrilha, por meio de um comunicado publicado pela agência de notícias pró-guerrilha Anncol.
As operações, que serão coordenadas pela senadora Piedad Córdoba e pelo
Comitê Internacional da Cruz Vermelha, devem contar com apoio logístico
do Brasil.
O senador João Pedro Gonçalves da Gosta (PT-AM) disse à agência de
notícias italiana Ansa que é “muito provável, mas ainda não foi
confirmado” o possível o envio de aeronaves e militares brasileiros à
fronteira.
No início de 2009, a Força Aérea Brasileira (FAB) colaborou em uma
operação semelhante, quando foram soltos seis sequestrados, entre eles
os policiais Walter José Lozano Guarnizo, Alexis Torres Zapata e Juan
Fernando Galicia Uribe, e o soldado William Giovanny Domínguez Castro.
As Farc informaram ainda que, apesar de estar tudo pronto para a operação, “devemos adiar a entrega dos restos do major Guevara dado que o exército ocupa a área onde eles se encontram”.
O movimento anunciou no dia 16 de abril de 2009 que soltariam os dois reféns. Em troca, a guerrilha pediu o corpo de Raúl Reyes, um de seus altos comandantes morto pelo exército colombiano em 1º de março de 2008, e de Ivan Ríos, assassinado uma semana depois.
Atraso
Na última terça-feira, Córdoba garantiu que a guerrilha aprovou os “protocolos” de segurança oferecidos pelo governo e que as libertações deveriam ocorrer no próximo fim de semana.
Ontem, no entanto, o comissário de Paz da Colômbia, Frank Pearl, anunciou que a operação será adiada em um dia. Agora, espera-se que ela aconteça entre o próximo domingo e segunda-feira. De acordo com a guerrilha, o atraso é “conseqüência” dos operativos militares colombianos nas “três áreas” previstas para a operação.
Moncayo está há mais de dez anos seqüestrado, enquanto Calvo está há dois. As libertações fazem parte de uma estratégia das Farc que tem o objetivo de trocar reféns por guerrilheiros presos.
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