Domingo, 10 de maio de 2026
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A guerrilha das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) afirmou nesta sexta-feira que continua “reivindicando uma oportunidade para a paz, não para a rendição”, em seu primeiro pronunciamento após a morte, em um bombardeio, de seu chefe militar e figura-chave da organização, Mono Jojoy.

“O único caminho é a solução política e pacífica para o conflito social e armado interno, e nela somos e seremos fator determinante”, ressalta um comunicado do órgão de difusão das FARC, a revista Resistencia, datado de nesta sexta-feira (24/9) e divulgado pela agência de notícias Anncol, ligada aos guerrilheiros. “As demais estratégias só contribuem para prolongar a guerra”.

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As FARC aproveitaram para reiterar o convite feito pelo chefe máximo, Alfonso Cano, ao presidente do país, Juan Manuel Santos, para negociar o fim do conflito. Mas Santos respondeu às FARC que o diálogo só existirá se a guerrilha abandonar as armas e os sequestros. O governante colombiano disse na quinta-feira, em um pronunciamento em Nova York, que seguirá a luta até que os guerrilheiros entreguem as armas.

A guerrilha mais antiga da América Latina perdeu na quarta-feira, em um bombardeio na serra de La Macarena, nas selvas do sul do país, o seu chefe militar e segundo na hierarquia de comando, Víctor Julio Suárez Rojas, conhecido como Mono Jojoy. A morte de Jojoy foi considerada o golpe mais forte contra as FARC em seus mais de 45 anos de existência, inclusive superior à de Raúl Reyes. O número dois e porta-voz internacional da guerrilha foi morto em um bombardeio em território equatoriano em março de 2008.

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Em meio à euforia pelo êxito da Operação Sodoma, como foi batizada a ação conjunta entre as Forças Armadas e a polícia, o governo enviou uma mensagem clara a Alfonso Cano e a todos os seus homens: “entreguem-se, desmobilizem-se”.

A guerrilha respondeu que “não é pela via do extermínio do inimigo que a Colômbia encontrará a paz e a reconciliação”. As FARC também criticam o regime por “cantar uma falsa vitoriosa aniquilação da insurgência”.

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FARC prometem não se render e reiteram convite para diálogo

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