Farc negam ter ajudado Correa e recebido armas da Venezuela
Farc negam ter ajudado Correa e recebido armas da Venezuela
“Não entregamos nem armas nem dinheiro a governos ou organizações de outros países. Por que haveríamos de contribuir à campanha eleitoral de uma pessoa, como o atual presidente Rafael Correa, que nem sequer conhecemos?”. Foi com essas palavras que Guillermo León Sáenz, conhecido como Alfonso Cano, líder máximo das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), negou que a guerrilha tenha doado dinheiro à campanha eleitoral de Correa. Cano igualmente refutou a denúncia feita pela Colômbia de que teria recebido armas da Venezuela.
Em entrevista publicada hoje (13) pela revista colombiana Cambio, o chefe guerrilheiro insiste na troca humanitária e afirma que exigiu “garantias de modo, tempo e lugar” para analisar com representantes do governo “a viabilidade e os termos” de tal proposta.
Há algumas semanas, foi divulgado um vídeo em que o chefe militar das Farc, “Mono Jojoy”, fala de uma “ajuda em dólares” dada à campanha de Correa, mas os rebeldes negaram a veracidade dias depois em comunicado.
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Na entrevista, a primeira à imprensa colombiana desde que chegou à cúpula das Farc, Alfonso Cano também fala da polêmica sobre os lança-foguetes que teriam sido entregues pela Venezuela.
Segundo Cano, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, “recorreu ao terror midiático” para insinuar que o governo da Venezuela facilitou armas às Farc. “Tínhamos capturado os lança-foguetes há muito em um enfrentamento militar na fronteira, fato que foi amplamente informado à opinião então”, explicou.
Cano esclareceu que as conversas com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, “cessaram” quando Uribe decidiu separá-lo em novembro de 2007 de seu trabalho de mediador para um acordo humanitário.
Sobre os computadores do antes segundo no comando da guerrilha “Raúl Reyes”, morto em bombardeio colombiano em 2008, o atual chefe das Farc comentou que neles foi achado “o que os governos de Bogotá e Washington queriam que houvesse”, e que “transformaram isso em aríetes” contra países como Equador e Venezuela.
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Perguntado se tem algum contato com o governo, respondeu taxativamente que “não” e acusou Uribe de “impedir” a libertação unilateral do cabo Pablo Emilio Moncayo, anunciada pelos próprios rebeldes em abril passado.
Segundo Cano, a guerrilha enfrenta atualmente “a maior ofensiva contra-insurgente já feita na América Latina”, graças em parte à ajuda econômica que a Colômbia recebe dos Estados Unidos. No entanto, frisou que o grupo não sofre uma “crise” nem “graves problemas internos”.
Unasul
Uribe, e seu chanceler, Jaime Bermúdez, participarão da reunião extraordinária da União de Nações Sul-americanas (Unasul), em 28 de agosto próximo na Argentina, informou hoje à Agência Efe uma fonte do Ministério das Relações Exteriores.
“O senhor presidente e seu Chanceler vão à cúpula da Argentina”, disse a fonte da Chancelaria colombiana, que preferiu não se identificar.
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A fonte explicou, no entanto, que Uribe e Bermúdez esperam que na cúpula extraordinária da Unasul em Bariloche sejam tratados temas como o tráfico ilegal de armas e o terrorismo, entre outros assuntos.
Durante a última cúpula da Unasul, em Quito, a Argentina propôs uma reunião extraordinária para discutir o polêmico acordo militar negociado por Bogotá e Washington, que permitirá aos americanos usar bases colombianas para combater o narcotráfico e o terrorismo.
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