Sábado, 16 de maio de 2026
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O grupo guerrilheiro FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)
anunciou nesta quarta-feira (8/12) que libertará três policiais e
militares e dois dirigentes políticos que mantém como reféns em uma ação
de reparação à punição contra a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba.

O anúncio foi feito por meio da página que o grupo mantém na internet,
em uma carta dirigida à senadora do PL (Partido Liberal), na qual
criticam a decisão tomada pela Procuradoria Geral da Colômbia de
destituí-la do Senado.

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Entre os reféns que serão libertados está o major da polícia Guillermo
Solórzano, de Cartagena, além do cabo do Exército Salín Sanmiguel, o
infante da Marinha Henry López Martínez, e os presidentes dos conselhos
municipais de San José del Guaviare, Marcos Vaquero, e de Garzón, no
departamento de Huila, Armando Acuña.

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O mandato de Córdoba foi cassado em 27 de setembro e ela se tornou
inelegível por 18 anos sob a acusação de ter dado conselhos à guerrilha
colombiana, enviando depoimento em áudio de reféns, ao invés de vídeos,
atuando de forma unilateral em libertação de reféns, entre outros.

Seu envolvimento com as FARC começou a ser investigado após um
bombardeio do Exército da Colômbia sobre um acampamento do grupo no
Equador em 2008 que permitiu posteriormente a apreensão do computador
pessoal de Raúl Reyes, ex-número dois da guerrilha, morto na operação.

De acordo com o comunicado da guerrilha, a decisão é “um gesto de
humanidade e de reparação à senadora da paz”, em referência à
ex-parlamentar, e “a data [de libertação] dependerá das garantias que o
governo conceda para que a senadora Córdoba possa receber os que sejam
libertados”.

As FARC disseram que a libertação foi decidida como uma medida de
protesto ao que classificaram como um “brutal atropelo da Procuradoria”
contra o “esforço humanitário pela paz da Colômbia” promovido pela
senadora cassada.

“A sanção contra Piedad Córdoba é imoral e injusta, prejulgada e ditada
pelos mais avessos interesses políticos”, pontuou ainda o comunicado da
guerrilha. Ao fim do documento, o grupo ainda expressa que compartilha
com Córdoba “e com a imensa maioria de nossos compatriotas que a guerra
não pode ser o futuro da Colômbia”.

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FARC anunciam a libertação de cinco reféns

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