Domingo, 26 de abril de 2026
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As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) acusaram o presidente colombiano, Álvaro Uribe, de medir o sucesso “de sua criminosa política de segurança em litros de sangue”.

Segundo as Farc, durante o governo de Uribe, as execuções extrajudiciais alcançaram “o grau mais alto da traição humana”.

As acusações fazem parte de um texto assinado pelo porta-voz internacional das Farc, Iván Márquez, e publicado no site da agência de notícias Anncol, que costuma divulgar os pronunciamentos do grupo guerrilheiro, com a data da última terça-feira (27/4).

No texto, que teria sido escrito das “montanhas da Colômbia”, Márquez diz que “as brigadas militares acionaram seus gatilhos para ficar com as recompensas em dinheiro, promoções e férias remuneradas oferecidas pelo governo”.

Falsos positivos

O porta-voz das Farc também fala do chamado “caso Soacha”, ocorrido na cidade colombiana de mesmo nome, que investiga o desaparecimento e posterior assassinato de pelo menos 20 jovens que foram apresentados como guerrilheiros mortos em combate. Na Colômbia, esse tipo de farsa montada pelo exército contra civis inocentes é conhecido como “falsos positivos”.

Segundo Márquez, “essa história se repetiu impunemente durante os últimos anos, banhando o território da pátria com sangue inocente”.

O porta-voz afirma que mortes como as do “caso Soacha” são o “resultado direto de uma política oficial e de terrorismo de Estado” e que seus diretores “devem comparecer aos tribunais acompanhados de seu chefe, o presidente Uribe”.

Farc acusam Uribe de medir sucesso "em litros de sangue"

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