Exército dos EUA manipulou políticos por mais fundos para guerra afegã, diz revista
Exército dos EUA manipulou políticos por mais fundos para guerra afegã, diz revista
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos utilizou técnicas psicológicas para convencer senadores e políticos de outros países a enviar mais fundos e soldados ao Afeganistão, revelou nesta quinta-feira (24/02) a revista Rolling Stone.
O artigo afirma que o general William Caldwell, responsável pelo treinamento das tropas afegãs, pressionou soldados norte-americanos de uma célula “psy-ops” (operações psicológicas), responsável por influenciar no comportamento do inimigo, para manipular políticos em visita ao terreno, assim como celebridades e autoridades de outros países.
Entre os alvos dessas ações estiveram os senadores John McCain, Joseph Lieberman, Jack Reed, Al Franken e Carl Levin, assim como o chefe do Estado Maior Conjunto, almirante Michael Mullen, e analistas.
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O líder da unidade, tenente coronel Michael Holmes, disse que o obrigaram a detectar pontos de pressão que pudesse usar para exercer influência na delegação (visitante) para obter mais fundos. “Como fazemos para que estas pessoas nos mandem mais soldados? O que temos que lhes implantar dentro da cabeça?”, comentou Holmes em referência às ordens.
“Meu trabalho com a 'psy-ops' é jogar com o cérebro das pessoas, de forma a levar o inimigo a agir tal e como desejamos. Não tenho a intenção de fazer isto com os nossos. Se me pedem para utilizar estas técnicas com senadores ou congressitas, é como atravessar o sinal vermelho”, disse Holmes. O militar denunciou que foi objeto de represálias depois de resistir às exigências de Caldwell, por considerar que elas violariam leis norte-americanas.
Segundo a revista, o general Caldwell quis promover sua própria carreira com a técnica. De fato, os membros chamavam a missão de “Operação quatro estrelas”, já que Caldwell ostentava três, informa o artigo.
“O general David Petraeus, comandante das forças americanas no Afeganistão, ordenou uma investigação para determinar os fatos e as circunstâncias destes temas”, disse em uma nota nesta quinta-feira o coronel David Lapan, porta-voz do Pentágono.
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