Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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O Exército do Bahrein deixou neste sábado (19/02) a praça Pérola, ponto de referência contra o regime localizada no centro da capital Manama. Um dia antes, os militares dispararam contra um grupo de manifestantes que tentava se aproximar do local.

Apesar da retirada, o número de policiais pela cidade aumentou. Há diversos testemunhos que observaram membros das forças de segurança local lançar bombas de gás lacrimogêneo contra os grupos que tentam se aproximar da praça.

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Unidades militares foram para as ruas de Manama no último dia 17 de fevereiro, depois que as tropas de choque da polícia desalojaram da praça Pérola milhares de manifestantes que estavam há dois dias acampados exigindo reformas políticas e melhorias nas condições de vida.

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Enquanto isso, centenas de pessoas continuam manifestando-se nas instalações do hospital público Salmaniya, onde, na véspera, estavam concentrados milhares de manifestantes após a violenta intervenção do exército. Ao todo, foram registradas quatro mortes no país decorrentes dos protestos.

A retirada dos veículos militares ocorre um dia após o príncipe herdeiro Salman bin Hamad al Khalifa ter pedido o diálogo. “É o momento da tranquilidade” disse Bin Hamad al Khalifa em entrevista à televisão estatal.

O dirigente de Wifaq, o principal grupo da oposição barenita, Khalil al Marzuq, disse neste sábado que seu partido avalia a retirada das tropas militares da praça, mas ressaltou que deseja “garantias de que não haverá ataques aos manifestantes e que vai existir uma atmosfera adequada”.

Este dirigente do Wifaq, que conta com 18 das 80 cadeiras do Parlamento, insistiu que seu partido vai dialogar quando houver garantias sobre estes pontos. Neste sentido, indicou que “toda a oposição, não só o Wifaq, apoia o diálogo e o pediu há 10 anos, mas foi o governo que o rejeitou”.

“Desejamos que o exército não retorne às ruas e que não se repitam as agressões ao povo, nem agora nem no futuro”, acrescentou. Al Marzuq admitiu que seu grupo não tomou uma decisão definitiva sobre a realização de manifestações nos próximos dias.

Os protestos barenitas começaram em 14 de fevereiro em meio ao calor dos protestos populares na Tunísia e no Egito. Esta revolta conta com a participação sem precedente no país, de maioria xiita, mas governado por um regime monárquico da minoria sunita.

Bahrein é um arquipélago com superfície de 727 quilômetros quadrados, no qual vive pouco mais de um milhão de pessoas, metade delas estrangeiras.

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Exército do Bahrein deixa praça Pérola, foco das manifestações contra o regime

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