Terça-feira, 28 de abril de 2026
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O Exército de Israel abordou no meio da manhã de hoje (5/6) o navio irlandês Rachel Corrie, que seguia com destino a Gaza, sem o registro de vítimas, disse à Agência Efe uma porta-voz militar israelense.

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Segundo o jornal israelense The Jerusalem Post e a agência de notícias Reuters, a embarcação foi abordada por volta das 5h50 da madrugada de sábado (23h50 do horário de Brasília), a aproximadamente 55 quilômetros de Gaza.

A abordagem ocorreu depois que a tripulação da embarcação irlandesa ignorasse quatro chamados do exército israelense para que desviasse a rota para um porto de Israel ao invés de seguir para o território palestino.
O bloqueio israelense começa a 32 quilômetros do litoral da Faixa de Gaza.

Por meio do Twitter, antes do ataque, o Rachel Corrie foi seguido por três navios de Israel por cerca de 20 minutos. Todos os 11 passageiros, além dos tripulantes, foram presos.

Segundo a fonte consultada pela Efe, é provável que sejam conduzidos para o porto de Ashdod, ao norte da faixa palestina.

Israel tinha reiterado nos últimos dias que impediria com o uso força a chegada do cargueiro Rachel Corrie a Gaza em caso da embarcação não desistir da intenção de romper o bloqueio israelense e chegar à faixa palestina.

Ontem, a tripulação do navio já havia rejeitado a oferta feita por Israel através da Irlanda que atracasse em Ashdod e desembarcasse nesse porto israelense situado ao norte de Gaza a ajuda humanitária.

Efe/Free Gaza



O navio irlandês que levava ajuda humanitária

A proposta incluía ainda que representantes do navio acompanhassem depois a transferência da ajuda de Ashdod até Gaza.

Segundo “Free Gaza”, um dos grupos que organiza a expedição, o Rachel Corrie transporta 1,2 mil toneladas de ajuda humanitária, incluindo cadeiras de rodas, medicamentos e cimento. Com 20 pessoas a bordo, entre os passageiros está a prêmio Nobel da Paz norte-irlandesa Mairead Maguire e um antigo subsecretário-geral das Nações Unidas, o irlandês Denis Halliday.

O exército israelense atacou na segunda-feira outros seis navios do comboio de ajuda humanitária, da qual faz parte o navio irlandês.

Na abordagem, o exército israelense matou nove ativistas turcos – um deles com dupla nacionalidade turco-americana – que viajavam em uma das embarcações. No ataque, em águas internacionais, dezenas de ativistas ficaram feridos.

O Rachel Corrie ficou para trás do comboio devido a problemas técnicos. O nome do navio irlandês é carregado de simbolismo. Rachel Corrie era uma ativista americana que em 2003 foi esmagada em Gaza por uma escavadeira militar israelense quando exercia papel de “escudo humano” impedindo a demolição de casas palestinas.

*Com agências

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Exército de Israel intercepta mais um navio

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