Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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O ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, acusou, no último sábado (15/1), um policial chileno de prevaricação após ser assaltado em Santiago do Chile, na última sexta-feira (14/1), ao lado da esposa. “Ele me recomendou não denunciar que fui assaltado”, afirmou, segundo o jornal El Mercurio.

Marzagão passava férias na capital chilena quando foi abordado na rua, após visitar uma das casas do falecido escritor Pablo Neruda. “Uma pessoa empurrou minha esposa e arrancou seus colares. Quando virei, dois homens me orientaram a chamar a polícia”, declarou ele ao jornal. “Mas uns chilenos que passavam perto me avisaram que eles também eram parte do assalto”.

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Após o ocorrido, o casal pediu ajuda a um policial, que entrou em contato com uma delegacia. Meia hora depois, uma viatura chegou ao local e outro policial perguntou se o ex-secretário queria realmente denunciar o assalto, e recomendou que não o fizesse. Indignado, Marzagão procurou o consulado brasileiro e ouviu de uma funcionária que nada poderia ser feito.

De volta ao hotel, o ex-secretário do governo de José Serra disse ao principal jornal chileno que esperava outra reação diante da denúncia: “Quando isso acontece no Brasil, chamamos a polícia e o que eles fazem em primeiro lugar é perguntar à vítima como ela está, como os ladrões estavam vestidos, entrar na viatura e procurá-los”, garantiu. “neste caso, pra quem faço a denúncia? Para o Papa?”, ironizou.

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Segundo ele, eventos como este “opacam” o país vizinho. “Confesso que tive uma péssima experiência em Santiago. Infelizmente, não volto mais. As pessoas precisam saber que há  um descaso completo. Alguém tem que me ajudar, eu não vim ao Chile para ser roubado impunemente”, declarou.

Marzagão admitiu ter pouca vontade de sair do hotel e o desejo de voltar imediatamente ao Brasil. “Pensei que Santiago era uma cidade segura, mas não é. O turista representa uma grande entrada de dinheiro, mas sua segurança deve ser uma preocupação. É um direito humano”, afirmou.

Com a repercussão da notícia, o major Francisco Campaña, da 19ª Delegacia do Bairro Providência, visitou o ex-secretário em seu hotel para “oferecer as desculpas pertinentes”. O major também garantiu que o fato seria investigado e que as devidas medidas disciplinárias seriam adotadas.

Um inquérito militar foi aberto contra César Octavio Silva Hormazábal, que estava há três anos na polícia de Santiago e foi identificado como o responsável pela prevaricação após o assalto do ex-secretário. No último domingo, (16/1), o policial foi afastado por “descumprimento de deveres”.

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Ex-secretário de Segurança de Serra acusa policial chileno de negligência após assalto

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