Os militares colombianos, que estavam em poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e foram resgatados em uma operação das Forças Armadas, agradeceram o presidente Álvaro Uribe e as autoridades que participaram dos operativos.
“A operação foi excelente. Meu Deus pague a eles por todos estes resultados”, disse o general Luis Mendieta, em referência a Uribe, ao ministro da Defesa, Gabriel Silva, e às tropas que participaram da operação.
Mendieta, na companhia dos coronéis Enrique Murillo e William Donato Gómez, e do sargento Arbey Delgado, chegou ao aeroporto militar de Bogotá em um avião da Força Aérea por volta das 10h22 locais (12h22 no horário de Brasília).
Além do agradecimento, o ex-refém, que, assim como os demais, permaneceu 12 anos em cativeiro, pediu às Farc que devolvam os aparelhos de rádio às pessoas sequestradas, para que elas possam ouvir mensagens de suas famílias, notícias e músicas.
Já o sargento Delgado agradeceu o presidente e afirmou que a operação foi “limpa”, já que os integrantes da guerrilha “deixaram os fuzis e saíram correndo”.
“Quero agradecer às Forças Militares, ao meu general Freddy Padilla [comandante-geral das Forças Armadas do país] e ao grupo que entrou e realizou uma operação limpa”, expressou.
Por sua vez, Murillo recordou os altos comandos militares “que se solidarizaram durante minha ausência com minha família”. “Quero agradecer os milhões de colombianos que se mobilizaram contra as Farc e em favor dos reféns”, complementou.
Os três primeiros resgates foram realizados ontem após um confronto entre 40 membros das Farc e pelo menos 300 homens do Exército colombiano. O quarto refém liberado, Gómez, foi encontrado horas depois, após ter se embrenhado na selva.
Os quatro haviam sido sequestrados em 1998, durante ataques da guerrilha a bases militares e à cidade de Mitú. O resgate ocorreu no marco da “Operação Camaleão”, em uma área florestal nas proximidades de Calamar [no departamento de Guaviare]. As investigações para se chegar aos reféns foram coordenadas diretamente por Uribe por seis meses.
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