Terça-feira, 19 de maio de 2026
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Marcos Baquero, ex-vereador colombiano libertado nesta quarta-feira (09/02) após permanecer 19 meses em poder do grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), revelou, um dia após ser solto, o desejo de “lutar” pela liberdade dos demais reféns da organização.

  

“Vou continuar a trabalhar por estas pessoas que continuam sequestradas, em cativeiro, que estão como prisioneiros de guerra. Creio que devemos lutar por eles, temos que buscar uma maneira de que voltem para suas famílias, voltem para suas casas, para a liberdade”, declarou o ex-refém para rádios colombianas.

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Ele recordou que, durante seus 19 meses de sequestro, permaneceu sozinho, tendo como única companhia um gato que encontrou na selva, ao qual chamou de Jeffrey, e uma rádio, através da qual escutava programas, notícias e mensagens de parentes.

  

Sobre o gato, o dirigente disse que “era um amigo nos momentos de angústia”, com quem conversava. “Com ele que permanecia por muito tempo, dava-lhe banho como se fosse filho”, afirma. Baquero acrescentou que, por muito tempo, ele não conseguiu falar com nenhuma pessoa, nem mesmo seus próprios sequestradores.

  

Por último, ele agradeceu a ex-senadora Piedad Córdoba pela mediação de seu processo de libertação e ao presidente Juan Manuel Santos, por facilitar o processo de resgate.

  

Calcula-se que cerca de 15 militares e policiais, de um grupo original de mais de 60 reféns, permaneçam ainda retidos pelas FARC. Alguns deles somam até 13 anos de sequestro.

Baquero foi entregue pelos guerrilheiros à uma missão humanitária liderada pela ex-senadora Piedad Córdoba e composta por membros do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e dois integrantes da ONG Colombianos e Colombianas pela Paz.

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O ex-vereador desceu da aeronave aparentando bom estado de saúde. A primeira coisa que fez foi se dirigir à esposa, que carregava nos braços o filho de dois anos do casal.

O resgate foi realizado em um local desconhecido da selva amazônica no departamento de Meta. Na operação, foi utilizado um helicóptero cedido pelo governo brasileiro.

A operação durou mais de seis horas, desde o momento em que o helicóptero brasileiro partiu de Villavicencio à selva até seu retorno à cidade colombiana.

A missão humanitária buscou o ex-refém em um local chamado La Tigresa, na região de La Macarena, no departamento de Meta.

Ao todo, a operação de regate prevê ainda mais quatro libertações. Na sexta-feira, serão recebidos na cidade de Florencia, capital do Caquetá (sul), o vereador Armando Acuña e o militar Henry López Martínez. A conclusão deve ocorrer no domingo, com a libertação do major da polícia Guillermo Solórzano e do cabo do Exército Salín Sanmiguel em Ibagué, capital de Tolima (centro).

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Ex-refém das FARC, Baquero reitera desejo de contribuir para novas libertações

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