Ex-presidente diz que Uribe representa época sinistra em relações exteriores
Ex-presidente diz que Uribe representa época sinistra em relações exteriores
O ex-presidente colombiano Ernesto Samper (1994-1998) disse que o governo de Álvaro Uribe representa uma das épocas mais sinistras para as relações exteriores e reafirmou que a Colômbia está isolada internacionalmente.
“Dói dizer isso, mas esta foi uma das épocas mais sinistras das relações internacionais”, disse Samper ao site do jornal El Tiempo, de Bogotá. Segundo ele, a Colômbia está isolada internacionalmente porque “estamos brigados” com a “Nicarágua, com Cuba, com a Venezuela, com o Equador”, disse o ex-governante (1994-1998).
Ele acrescentou que as relações com a Bolívia também “são distantes”, da mesma forma que com a Argentina e o Brasil. Para Samper é irresponsável manter um enfrentamento com a Venezuela. “Com toda sinceridade, me parece irresponsável a atitude do governo de manter até o dia 7 de agosto um enfrentamento com a Venezuela que está nos custando sangue, suor e lágrimas”.
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Samper opinou, por outro lado, que o presidente Uribe recebeu um país “em chamas” e o entrega “seguro e calmo”. Mas “será a história que julgará se os custos que pagamos por essa maior segurança em matéria de direitos humanos, desinstitucionalização da justiça e isolamento regional foram ou não excessivos”, acrescentou.
Santos
Ao se referir ao que espera o presidente eleito, Juan Manuel Santos, Samper disse que “Uribe deveria deixá-lo começar seu governo tranquilamente, sem atrapalhar, como no caso da Venezuela”. Ele advertiu que se Santos não tomar decisões rápidas e importantes sobre temas como isolamento internacional, a crise da saúde pública e as relações com a justiça, “sua governabilidade vai ficar comprometida”.
A Colômbia passa novamente por um momento crítico em suas relações com a Venezuela, depois que o governo de Uribe afirmou, na semana passada, que tem provas de que chefes guerrilheiros se escondem nesse país.
O presidente Hugo Chávez, que tinha dito que iria participar da posse de Santos, que será realizada no dia 7 de agosto, disse na sexta-feira que não viria, depois que argumentou que sua vida corria perigo. Acrescentou, além disso, que poderia romper relações diplomáticas com a Colômbia em breve.
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