Terça-feira, 19 de maio de 2026
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O ex-presidente da Libéria Charles Taylor se recusou a comparecer a seu julgamento por crimes de guerra pelo segundo dia nesta quarta-feira (09/02), obrigando os juízes a adiarem o caso até sexta-feira (11/02), quando a defesa deve responder aos argumentos finais da acusação.

Taylor, de 63 anos, é acusado de 11 crimes por sua suposta colaboração com organização rebelde de Serra Leoa RUF, à qual financiava em troca do controle das minas de diamantes no país vizinho à Libéria.

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A juíza que preside o caso, Teresa Doherty, informou à sala que “Taylor recusou seu direito a se apresentar” e esclareceu que “não há razão médica alguma” que explique sua ausência. No início da audiência, uma integrante da equipe de defesa, que não é representante legal de Taylor, informou à corte que desconhecia os motivos da ausência do acusado na sala e a promotoria pediu então que os juízes checassem se não havia motivos médicos para isso.

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Taylor e seu advogado de defesa, Courtenay Griffiths, se recusaram a participar de grande parte da audiência de terça-feira depois que o tribunal rejeitou à defesa o direito de apresentar sua documentação final para o caso, que não foi entregue até janeiro, prazo final para encaminhar os papéis.

Depois disso, Griffiths entrou com um pedido para recorrer da decisão de lhe negarem o direito de entregar os arquivos e disse que irá boicotar os procedimentos até que o pedido seja considerado.

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Ex-presidente da Libéria não comparece a tribunal e julgamento é adiado

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