Terça-feira, 5 de maio de 2026
APOIE
Menu

O ex-presidente colombiano Ernesto Samper, que governou de 1994 a 1998, qualificou hoje (7/8) de “ato simbólico” e sem transcendência as denúncias internacionais do advogado de Álvaro Uribe contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

  

“Acima de tudo, é um ato simbólico e não creio que tenha maiores consequências e, sobretudo, não vejo que ajude para nada ao restabelecimento e à normalização das relações com a Venezuela”, disse Samper à rádio RCN.

  

Ontem, o advogado Jaime Granados – que representa Uribe – anunciou as denúncias contra Chávez à Corte Penal Internacional e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), acusando-o de supostas ações de proteção a grupos guerrilheiros colombianos.

Leia mais:

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Perfil do presidente eleito Juan Manuel Santos

Análise: Por que Chávez rompeu relações com a Colômbia

Correa reitera que Santos será preso se visitar o Equador

Uribe pretende azedar relação entre Santos e Chávez, dizem analistas

Santos assume presidência na Colômbia e demarca diferenças com Uribe

Combater a pobreza e o desemprego são os novos desafios do governo Santos

  

Samper explicou que o trabalho desses tribunais “complementaria as justiça nacionais” e operam apenas quando o sistema jurídico de um país não é exercido. “Para mim, tudo isso parece insensato porque é apenas mais lenha na fogueira, a radicalização das posições para que fechem ainda mais as fronteiras, para que hajam mais obstáculos aos canais de comércio e isso termina prejudicando os moradores da divisa”, complementou.

Após a posse

  

A presença do chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, na celebração desta tarde foi”um sinal muito positivo”, continuou o ex-mandatário, lamentando que o próprio Chávez não tenha podido participar do evento.

  

A decisão de Uribe anunciada ontem causa ainda mais atritos entre os dois países, com relações diplomáticas rompidas desde 22 de julho. Na época, a Venezuela decidiu acabar com os laços com a nação vizinha ao ser acusada de tolerar a presença de membros das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional) em seu território.

  

Espera-se, com a posse de Santos, que seja mais fácil a retomada do diálogo. Entre os promotores do retorno dos vínculos bilaterais está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que reuniu-se com Chávez ontem, e se encontrará hoje com o novo líder colombiano.

Mais lidas

Flip 2010:  

Gilberto Freyre disse, sim, que o Brasil era uma democracia racial  

Google não entende os livros, diz historiador Robert Darnton 
 

Análise: a FLIP consagra a cultura do espetáculo 

  


*Com agências

Siga o Opera Mundi no Twitter

Ex-presidente colombiano afirma que denúncia de Uribe contra Chávez é "insensata"

NULL

NULL

NULL